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Melhores filmes de 2010 :: Retrospectiva 2010


2010 não foi um ano espetacular para o cinema. Tivemos alguns bons filmes, mas acho que pouca coisa será lembrada como clássico daqui a alguns anos.

Como havia feito com os piores filmes de 2010, perguntei no twitter quais eram os melhores filmes lançados nos cinemas brasileiros neste ano. O resultado ficou dentro do esperado: A Origem e Toy Story 3 dominaram a votação.

Segue a lista dos 10 melhores filmes de 2010, segundo os seguidores do @grandesfilmes:

A Origem, de Christopher Nolan

A Origem (Inception, de Christopher Nolan) - A partir do lançamento de Inception nos EUA, começou um hype incrível na internet. Cada comentário sobre o filme era replicado por todos os lados. E ele não decepcionou. A grande maioria adorou a trama criada por Christopher Nolan e o filme gerou ainda mais polêmica com as múltiplas interpretações possíveis para os sonhos e seu final. Na votação, A Origem teve o dobro dos votos do segundo colocado, Toy Story 3. Na minha opinião, Nolan dirigiu o filme do ano.

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Toy Story 3, de Lee Unkrich

Toy Story 3 (Toy Story 3, de Lee Unkrich) – Apesar de nunca ter me decepcionado com a Pixar, estava um pouco com o pé atrás para esta continuação. Via o fato de eles fazerem a terceira parte de Toy Story como o prenúncio de uma queda na originalidade do estúdio. Não poderia estar mais errado. Toy Story 3 acertou em tudo: roteiro inteligente, trama envolvente, um verdadeiro filme de ação animado, novos personagens cativantes e antigos muito bem aproveitados. Poucas vezes lembro-me de ter visto tantas pessoas chorando no cinema...

Kick-Ass - Quebrando Tudo, de Matthew Vaughn

Kick-Ass – Quebrando Tudo (Kick-Ass, de Matthew Vaughn) – Adaptação da HQ homônima, Kick-Ass chegou ao cinema impulsionado por um trailer incrivelmente violento, protagonizado por Chloe Moretz, uma ótima atriz mirim de 12 anos de idade. A trama conta a história de pessoas comuns que resolvem se vestir de super-heróis para combater o crime, mas enquanto Big Daddy e Hit-Girl são treinados e muito bem armados, Kick-Ass é apenas um nerd sem o menor conhecimento de luta, que acaba se metendo em encrenca com bandidos perigosíssimos. Foi também um dos filmes mais engraçados do ano (para quem gosta de humor negro e sangue, muito sangue).

Tropa de Elite 2, de José Padilha

Tropa de Elite 2 (Tropa de Elite 2, de José Padilha) – O quarto colocado na votação foi o filme nacional que atingiu a maior arrecadação da história do cinema brasileiro. A continuação de Tropa de Elite acertou ao mudar o foco de sua metralhadora giratória: saíram os traficantes e os maconheiros universitários, chegaram as milícias e os políticos. Com isso, Padilha conseguiu criar uma trama completamente nova, sem a sensação de caça-níqueis requentado. Se o filme não causa a mesma catarse do primeiro, conseguiu deixar o drama de Nascimento muito mais real.

Ilha do Medo, de Martin Scorsese

Ilha do Medo (Shutter Island, de Martin Scorsese) – Estrelado por Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo, este thriller de suspense dirigido por Scorsese agradou muito ao público. Ilha do Medo se passa em uma ilha-hospício, para onde são enviados dois policiais que devem investigar um desaparecimento. Logo, temos a impressão de que nada é o que parece naquela ilha. Um filme bem envolvente.

A Rede Social, de David Fincher

A Rede Social (The Social Network, de David Fincher) – O diretor de Clube da Luta e Benjamin Button chega à lista dos melhores de 2010 com A Rede Social, drama que se desenrola em torno da história da criação do Facebook, tendo como protagonista Mark Zuckerberg, seu desenvolvedor nerd. Tudo é contado através de flashbacks, enquanto se desenrolam dois processos a que Zuckerberg foi submetido: um por ter roubado a idéia do Facebook e outro por ter tirado seu amigo da companhia à revelia. Vai com força para a disputa do Oscar 2011.

Scott Pilgrim Contra o Mundo, de Edgar Wright

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. the World, de Edgar Wright) – Os nerds estão mesmo com tudo. Scott Pilgrim foi o oitavo mais votado e é mais um escrito para e protagonizado por nerds. Baseado em uma HQ, o filme possui vários elementos que remetem tanto aos quadrinhos, quanto aos videogames. Mas atenção: ele gera muitas restrições para quem não está acostumado a este universo (várias pessoas falaram para mim que não entenderam ou detestaram Scott Pilgrim Contra o Mundo).

Harry Potter e as Relíquias da Morte, de David Yates

Harry Potter e As Relíquias da Morte – parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1, de David Yates) – Os fãs de Harry Potter não poderiam deixar este filme de fora da nossa votação. O início do capítulo final da saga realmente conseguiu agradar ao seu público, ainda que tenha sido baseado na parte mais arrastada do livro. Alguma dúvida de que a parte 2 irá arrasar bilheterias em 2011?

O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella

O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos, de Juan José Campanella) – O nono mais votado em nossa pesquisa foi o filme protagonizado por Ricardo Darín, grande astro do cinema argentino. O Segredo dos Seus Olhos conta a história de um brutal assassinato e a obsessão de um homem para resolvê-lo. Acabou se tornando o segundo filme latino-americano a vencer o Oscar de Filme Estrangeiro, derrotando concorrentes de peso, como A Fita Branca e Um Profeta.

Tetro, de Francis Ford Coppola

Tetro (Tetro, de Francis Ford Coppola) – O novo filme de Francis Ford Coppola teve uma recepção morna por parte da crítica, mas tem gerado ótimos comentários entre nossos seguidores do twitter. Pelo menos duas pessoas assistiram a Tetro neste final de semana e trocaram seus votos para os melhores do ano. Ainda não vi o décimo colocado da lista, mas agora fiquei ainda mais curioso.


Além dos 10 mais votados, segue um pequeno bônus. Uma indicação de mais 5 filmes que, para mim, não podem faltar na lista dos melhores de 2010. Se você ainda não viu qualquer um deles, assista JÁ!

Uma Noite em 67, de Ricardo Calil e Renato Terra

Uma Noite em 67 (Uma Noite em 67, de Ricardo Calil e Renato Terra) - Um documentário nacional imperdível para qualquer pessoa que goste de música brasileira. Uma Noite em 67 mostra o que aconteceu na final do Festival de 1967, da TV Record, e os seus bastidores. Podemos conferir as primeiras apresentações de verdadeiros clássicos da MPB, como Roda Viva (Chico Buarque e MPB-4), Domingo no Parque (Gilberto Gil e Mutantes), Alegria, Alegria (Caetano Veloso) e Ponteio (Edu Lobo). Um resgate espetacular.

Mary & Max – Uma Amizade Diferente, de Adam Elliot

Mary & Max – Uma Amizade Diferente (Mary & Max, de Adam Elliot) – Adam Elliot, vencedor do Oscar em 2004, nos brindou com uma das melhores animações lançadas por aqui em 2010. Mary & Max conta a história de uma amizade, mantida por correspondência, entre uma menina australiana e um velho americano. Não é propriamente infantil, já que trata de diversos assuntos densos, como suicídio e traição. Um filme triste, mas muito lindo.


Lunar, de Duncan Jones

Lunar (Moon, de Duncan Jones) – O longa de estreia de Duncan Jones, filho do cantor David Bowie, é uma ficção científica como há tempos eu não via. Não vou falar muito sobre a trama, para não tirar o impacto das descobertas, mas tudo tem início quando um astronauta que vive só no lado escuro da Lua sofre um acidente quase fatal. Sam Rockwell está ótimo no papel do solitário Sam Bell, que tem como única companhia o computador GERTY (voz de Kevin Spacey). Impossível não lembrarmos de 2001 - Uma Odisséia no Espaço, que sem dúvida serviu de inspiração, apesar da história ser totalmente distinta. Lunar é de 2009, mas foi lançado aqui apenas neste ano, diretamente em DVD.


Onde Vivem os Monstros, de Spike Jonze

Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are, de Spike Jonze) – Mais um filme infantil que acaba fazendo mais sucesso com os adultos. Quando Max, com cerca de 11 anos, não consegue compreender as atitudes das pessoas que o cercam, acaba criando um mundo imaginário onde moram monstros gigantes, que o escolhem para ser seu rei. Neste lugar incrível, Max finalmente terá a chance de aprender mais sobre o que significa crescer.

A Fita Branca, de Michael Haneke

A Fita Branca (Das Weisse Band, de Michael Haneke) – Na Alemanha pré-Primeira Guerra, uma série de estranhos acidentes começam a atormentar um vilarejo. A tensão aumenta quando o professor passa a desconfiar de que as crianças do lugar, criadas sob uma educação extremamente rígida, podem estar envolvidas nos incidentes. O filme venceu a Palma de Ouro em Cannes e o Globo de Ouro de filme estrangeiro, além de ter sido indicado ao Oscar por sua linda fotografia.

E é isso. Vamos aguardar 2011 e torcer para que tenhamos muitos bons filmes vindo por aí!

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Grandes Filmes Autor: Grandes Filmes - @grandesfilmes

Criador e revisor do blog dos Grandes Filmes. Viciado em cinema e nerd incorrigível.
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