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A Arte de Drew Struzan

A arte de Drew Struzan  

O que “De volta para o Futuro”, “Star Wars”, “Indiana Jones”, “Blade Runner”, “Harry Potter”, e “Hellboy”  têm em comum?  Fora o fato que são alguns dos filmes e séries mais famosos do cinema, todos tiveram  cartazes criados pelo artista Drew Struzan.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Hoje em dia é talvez difícil entender a importância dessa arte meio esquecida. Mas para aqueles que cresceram nos anos 70 e 80 (como eu) , os cartazes eram parte vital  da experiência cinematográfica.

Star Wars - Uma Nova Esperança

Eram também a primeira amostra que tínhamos da magia, emoção e aventura que os filmes nos reservavam. Claro que muitas vezes os filmes não chegavam  aos pés das promessas coloridas de seus cartazes, mas isso não importa.

Um Conto Americano

O fato é que a produção de cartazes para cinema era uma arte, e  o norte-americano Drew Struzan foi um de seus grandes mestres.  Nascido em 1947 e autor de cartazes para mais de 150 filmes, ele marcou época com seu trabalho. Trabalhou para alguns dos maiores nomes do cinema, entre eles Steven Spielberg, George Lucas, John Carpenter, Richard Donner, Guillermo del Toro e muitos outros.

O Enigma de Outro Mundo


Hoje – justamente quando  tudo o que se imagina pode ser criado via efeitos digitais – a arte da produção de cartazes para o cinema praticamente se extinguiu. E temos cartazes em sua maioria preguiçosos,  pouco mais que fotos grandes dos astros e estrelas.

Blade Runner - O Caçador de Androides

Há poucos anos atrás, cansado da política dos grandes estúdios e desapontado com o rumo da publicidade no cinema, Drew Struzan decidiu se aposentar. Hoje - fora um ou outro trabalho especial para um amigo (como o cartaz da série Walking Dead, abaixo, que fez para Frank Darabont) - ele se dedica à sua arte pessoal e à sua família.

The Walking Dead

E , silenciosamente, o cinema perdeu um pouco de sua cor.

A Arte de Drew Struzan é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Rio: Uma viagem 3D à Cidade Maravilhosa

Com apenas um mês de exibição, o filme Rio está próximo de atingir a marca de R$ 60 milhões nas bilheterias (apenas no Brasil). Isso o torna o filme mais lucrativo do ano, além de ser uma das melhores bilheterias brasileiras de filmes de animação da história.

Rio: Blu e Jade com uma linda paisagem do Rio de Janeiro de fundo

Os brasileiros se encantaram com o filme dirigido por Carlos Saldanha, e é fácil entender o porquê. Com uma paleta de cores vibrantes, personagens divertidos e simpáticos, e cenários incrivelmente detalhados, Rio realmente impressiona.

O filme conta a história de Blu, uma ararinha azul criada em cativeiro, que é trazida por sua dona norte-americana para o Rio de Janeiro. O objetivo é que ele acasale com uma das últimas fêmeas de sua espécie, e assim salvem a raça da extinção iminente.

Blu, Jade e Fernando voam de asa delta em Rio

Mas o plano dá errado e eles são roubados por traficantes de animais. Perdidos no Rio de Janeiro, os dois viverão diversas aventuras e, ao mesmo tempo, percorrerão um pout-pourri de pontos turísticos cariocas: o Cristo Redentor, os Arcos da Lapa, as praias, o Sambódromo, entre outros.

Como uma diversão sem compromissos, Rio agrada. E o filme consegue lidar (ainda que de modo suave) até mesmo com assuntos mais polêmicos, como o tráfico de animais, o crime nas favelas e a delinquência juvenil. Tudo isso acompanhado das músicas de Sérgio Mendes e Carlinhos Brown, entre outros.

Blu, Jade e Fernando na praia em Rio

Blu e Jade em cima da asa delta em Rio

É incrível ver o Rio de Janeiro tão lindo como nessa animação, com seu orçamento multi-milionário e toda a riqueza dos detalhes em 3-D saltando da tela. Mas é um pouco agridoce saber que foi necessário que um estúdio estrangeiro tomasse a iniciativa de fazê-lo (ainda que seu diretor seja brasileiro). Será que algum dia veremos um filme brasileiro de animação que faça tanta justiça às belezas de nossa terra, e à nossa cultura?

Quem viver, verá.

Artes conceituais de Brave, o novo filme da Pixar

Há alguns dias atrás, o site Entertainment Weekly publicou artes conceituais inéditas de um dos próximos filmes da Pixar, Brave. O filme – com data de estreia programada para 22 de junho de 2012 – contará a história de Merida, uma jovem princesa das highlands escocesas que desafia seus pais ao querer ser uma arqueira, e coloca o reino em perigo. Será o décimo terceiro filme do estúdio.

Arte conceitual de Brave, da Pixar


Arte conceitual de Brave, da Pixar

Ainda é cedo para dizer muito sobre Brave (originalmente intitulado The Bear and the Bow), mas já há alguns detalhes interessantes. Esse será o primeiro conto de fadas da Pixar, tema tradicionalmente mais explorado pela Disney. Será também a primeira história deles protagonizada por uma personagem feminina, e originalmente estava sendo dirigido pela primeira diretora da história do estúdio (Brenda Chapman, chefe de desenvolvimento de história de O Rei Leão, e co-diretora de O Príncipe do Egito).

Entretanto, em meio a rumores de problemas na produção, Brenda Chapman (que também foi a autora do argumento original) foi demitida no final do ano passado, e a direção passou para Mark Andrews (diretor do curta-metragem Banda de Um Homem Só).

Essa não é a primeira vez em que um filme da Pixar passa por uma mudança brusca no meio de uma produção. O caso mais notório talvez tenha sido com o filme Ratatouille, quando o roteirista e diretor Jan Pinkava foi substituído de última hora por Brad Bird (Os Incríveis).

Logo de Brave, da Pixar

Mas além disso, John Lasseter e os demais diretores da Pixar parecem vir aplicando a mesma política aos projetos da Disney sob sua supervisão. Eles demitiram Chris Sanders e Dean DeBlois do filme Bolt (originalmente intitulado American Dog). Também afastaram o veterano animador Glen Keane da direção do filme Enrolados (que por anos foi chamado, mais razoavelmente, de Rapunzel).

Difícil saber o quanto as recentes mudanças afetarão Brave. Mas vamos torcer para que, independentemente desses problemas, venha por aí mais um grande filme.

Os filmes de Hayao Miyazaki no Brasil

Apesar do cineasta japonês Hayao Miyazaki ter criado alguns dos melhores filmes de animação da história, o acesso aos seus filmes por aqui sempre foi muito difícil. Grandes clássicos, como Meu Vizinho Totoro (Tonari No-Totoro, 1988), foram lançados apenas em VHS, em edição limitadíssima e sem qualquer alarde, há muitos anos atrás.

Meu Vizinho Totoro, de Hayao Miyazaki

Outros, como o épico Princesa Mononoke (Mononoke-Hime, 1997) , ou o genial Laputa – Castelo no Céu (Tenkū no Shiro Rapyuta, 1986) permanecem inéditos por aqui.

Claro que sempre há a esperança de que alguma distribuidora perceba essa falha inexplicável, e a exemplo do que foi feito nos EUA lance no Brasil toda a obra desse mestre do cinema (estou falando com vocês, Focus Filmes e Playarte!).

Mas não há nada realmente concreto nesse momento, e enquanto esse dia não chega nós, os fãs de animação, não temos muitas opções dentro da legalidade. Ou importamos esses títulos do mundo lá fora por preços exorbitantes, ou contamos com a sorte e caçamos nas lojas o que for lançado. E o termo “caçada” é uma boa analogia, já que os poucos lançamentos costumam ser difíceis de encontrar, e desaparecer logo.

Assim, segue uma lista cronológica dos filmes do Mestre Miyazaki atualmente disponíveis no Brasil. São apenas uma pequena mostra da obra dele, mas são uma ótima chance de rever alguns de seus trabalhos, e conhecer um pouco de sua história.

1-) As Aventuras de Panda e Seus Amigos (Panda Kopanda, 1972) - Focus Filmes

As Aventuras de Panda e Seus Amigos, de Isao Takahata

Escrito e com direção de animação de Hayao Miyazaki, o filme é na verdade dirigido por Isao Takahata (seu sócio no Estúdio Ghibli, e diretor de outros filmes de animação brilhantes e inéditos por aqui, como Cemitério dos Vagalumes e Only Yesterday)

Composto por duas histórias de média-metragem, o filme traz o Panda do título e seu filhote indo morar na casa de Mimiko, uma jovem orfã. Com humor ingênuo e situações divertidas, é fácil perceber aqui vislumbres da obra posterior de Miyazaki (o Panda que é um protótipo do Totoro, uma enchente que lembra o filme Ponyo, etc).

2-) O Castelo de Cagliostro (Rupan Sansei: Kariosutoro no Shiro, 1979) - Focus Filmes

O Castelo de Cagliostro, de Hayao Miyazaki

Primeiro longa metragem dirigido por Miyazaki, “Cagliostro” é uma aventura com toques de comédia, e com muito charme. Recheado de cenas de ação, conta a história de Lupin III (um ladrão e trambiqueiro internacional ) que, juntamente com seu amigo e parceiro Daisuke, se envolve  numa aventura para resgatar a jovem Clarisse num pequeno país europeu.

O filme é famoso pela maneira como as cenas de ação são criadas, e pode-se notar o amor de Miyazaki por carros antigos na meticulosidade com que ele produz a perseguição dos pequenos automóveis pela estrada sinuosa nas montanhas.

Com heróis canalhas-porém-de-bom-coração , vilões à moda antiga, uma dama em perigo, e uma mistura hábil de humor e aventura, “O Castelo de Cagliostro” faz jus à fama do seu criador, e serve como um excelente preâmbulo para os outros filmes que viriam.

3-) A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi, 2001) - Europa Filmes

A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki

Para muitos, este foi o primeiro contato com a obra de Miyazaki. O filme ganhou, merecidamente, o Oscar de Melhor Animação em 2002, bem como o Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlin, em 2002.

Surreal, mágico, belíssimo. Conta a história da jovem Chihiro, que se vê perdida num mundo paralelo ao nosso, habitado por espíritos e fantasmas. O filme já foi comparado com Alice no País das maravilhas, mas a história possui características muito especiais, remetendo também a lendas antigas, e ao folclore japonês.

A direção de arte é rica, e as cores e quantidade de detalhes nos cenários e personagens formam com perfeição um mundo de sonhos – lindo, porém assustador. Além disso, detalhes como a jovem Chihiro descendo correndo a longa escadaria quebrada devem servir como um tapa na cara para quem acha que a animação japonesa é “simples”.

Além disso, o DVD nacional conta com um ótimo making of, que mostra detalhadamente a produção, e o dia-a-dia no Estúdio Ghibli (além de trailers, e notas sobre a produção).

4-) O Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro, 2004) – PlayArte

O Castelo Animado, de Hayao Miyazaki

Uma espécie de sequência espiritual de Viagem de Chihiro, o filme trata de um dos temas favoritos de seu criador (as dificuldades do crescimento e da maturidade), ao contar a história de Sophie, uma jovem costureira que é enfeitiçada e transformada numa idosa de 90 anos.

O filme , indicado ao Oscar em 2006, é uma das produções com maior orçamento já realizado pelo Estúdio Ghibli. Isso fica claro nas intrincadas cenas de multidão, e nas cenas de guerra.

O DVD nacional (da PlayArte) possui um interessante documentário sobre como eles usaram CG para produzir o Castelo Móvel de Howl, e outros cenários.

5-) Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar (Gake no Ue no Ponyo, 2008) – PlayArte

Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar, de Hayao Miyazaki

Nesses tempos após a tragédia envolvendo o Japão , talvez a tsunami que se abate sobre a cidade dos protagonistas durante o filme provoque uma sensação um pouco estranha. Mas Ponyo definitvamente não é sobre tristeza – é uma história sobre amizade , magia e amor.
O filme conta a história de Sosuke, um garoto de 5 anos, que descobre na praia um peixe dourado (que é na verdade Ponyo, uma das filhas de Fujimoto, um feiticeiro que vive no fundo do mar).

Numa reação ao excesso de CG nos filmes animados, Hayao Miyazaki produziu um filme que é uma volta às origens da técnica 2D. Os fundos são pintados com lápis colorido e aquarela, e o oceano é inteiramente animado à mão (criando um efeito sensacional). As cenas submarinas são um espetáculo à parte.

Ponyo é um filme infantil, mas no melhor sentido do termo. Miyazaki diz que se inspirou no conto original de Hans Christian Andersen de A Pequena Sereia, bem como no seu neto. Mas ele foi muito além, criando aqui uma fábula moderna mas que já nasce clássica.

Por fim, o filme foi lançado aqui pela PlayArte, em DVD e Blu-Ray. Vamos torcer que esse seja o começo da virada, e que o público brasileiro finalmente tenha acesso à toda obra de Hayao Miyazaki.

Os filmes de Hayao Miyazaki no Brasil é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Curta o Curta: Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo & Camila Carrossine



Os Anjos do Meio da Praça

Direção: Alê Camargo / Camila Carrossine

Roteiro: Alê Camargo / Camila Carrossine

Narração: Ivete Jayme

Trilha Sonora: Rodrigo Domingos

Imagens:

Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo & Camila Carrossine

Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo & Camila Carrossine

Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo & Camila Carrossine

Sinopse

"Uma fábula sobre anjos caídos, sonhos esquecidos, e um menino."

Os Anjos do Meio da Praça é mais um incrível curta de animação criado por Alê Camargo e Camila Carrossine (de quem já publiquei por aqui: Maria Flor).

A animação é de tirar o fôlego e a história bem interessante. Saber que animações de tanta qualidade estão sendo feitas aqui no Brasil me dá muita alegria.

O curta recebeu uma série de prêmios, entre eles o especial do júri oficial, em Gramado 2010. Levou também os de melhor curta de animação, direção, roteiro, música, cenário e personagem no Festival de Cinema de Maringá.

Para conhecer mais do trabalho destes dois talentosos animadores / cineastas, entrem nos sites: Os Anjos do Meio da Praça, Buba Filmes e KaRaMinhOlaS, além de seus perfis do twitter: @bubafilmes, do Alê Camargo, e @ca_karaminholas, da Camila Carrossine.

Assistam, comentem e, se gostarem, não esqueçam de divulgar no twitter e facebook.


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