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100 anos de Orson Welles

Neste mês de maio, Orson Welles faria 100 anos.

Nascido em 06 de maio de 1915, na cidade americana de Kenosha, Welles foi um dos mais influentes e controversos diretores de cinema de todos os tempos. Dirigiu mais de 20 filmes, entre ficção e documentários, vários deles não creditados, além de vários curtas. Atuou ainda mais, sempre se valendo de seu sorriso cínico e de sua voz marcante, o que lhe rendeu o papel de narrador em diversos filmes, também.

100 anos de Orson Welles

A carreira de Welles foi marcada pelos suas brigas com os estúdios, o que acabou fazendo com que passasse uma boa parte dela fazendo filmes na Europa, longe de Hollywood. Três das confusões mais famosas envolvem seus filmes mais conhecidos: Cidadão KaneA Dama de Shangai e A Marca da Maldade.

Cidadão Kane mostra a ascensão e queda de Charles Foster Kane, um magnata da comunicação. O filme é claramente inspirado na vida de William Hearst, que não gostou nem um pouco de se ver retratado no cinema daquela forma. O filme quase não pôde ser lançado, por causa de um processo movido por Hearst.

Em A Dama de Shangai, Welles trouxe Rita Hayworth, sua esposa na época, de cabelos curtos e tingidos de loiro, em vez de sua longa cabeleira ruiva, marca registrada da atriz. O estúdio insinuou que Welles fez isso apenas para irritá-los, já que Rita era considerada um dos maiores “patrimônios” da Columbia. E, conhecendo Welles, é provável que tenha sido realmente uma provocação.

Charlton Heston e Orson Welles em A Marca da Maldade

Já em A Marca da Maldade, a confusão foi muito maior. Descontente com o toque “artístico” dado por Welles para um filme que deveria ser uma história policial simples, protagonizado por um dos maiores astros da época, Charlton Heston, a Universal editou a obra à revelia do diretor. Welles redigiu um documento com mais de 50 páginas com todas as alterações que ele queria que a Universal fizesse antes de lançá-la, o que não foi atendido. Só em 1998, uma nova montagem de A Marca da Maldade foi feita, seguindo o mais fielmente possível os pedidos de Welles. A nova versão ganhou diversos prêmios em seu relançamento e é um dos filmes mais incríveis da carreira do diretor.

Mas talvez a maior controvérsia da carreira de Welles tenha acontecido antes de sua entrada para o cinema, o famoso episódio envolvendo a transmissão via rádio de Guerra dos Mundos, de H.G. Wells. Propositalmente, Orson, que era apenas um locutor, avisou que a transmissão era uma dramatização do livro de ficção científica apenas no início e no fim do programa, o que fez com que grande parte das pessoas pensasse que os fatos relatados no rádio fosse uma real invasão de extraterrestres. Hoje em dia se discute se os relatos de pânico nas ruas realmente aconteceram, o que é certo é que a “pegadinha” armada por Orson acabou lhe trazendo notoriedade e abriu as portas de Hollywood para ele.

O diretor era grande fã de Shakespeare e alguns de seus melhores filmes são adaptações das peças do autor inglês: Macbeth, Otelo e Falstaff – O Toque da Meia-Noite.

Orson Welles faleceu aos 70 anos, em 10 de outubro de 1985. Deixou como legado uma das obras mais aclamadas por quem ama a sétima arte e, principalmente, por pessoas que trabalham com cinema.

Confira abaixo uma lista de 7 filmes imperdíveis dirigidos por Orson Welles, um diretor que não coube no esquema de Hollywood:

Orson Welles em Cidadão Kane

Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941) – Estrelado por Orson Welles, Joseph Cotten e Dorothy Comingore – Um grande magnata da comunicação morre e um jornalista tenta descobrir o que significa a última palavra dita por ele, colhendo entrevistas de pessoas que conviveram com aquela pessoa fascinante e, ao mesmo tempo, intragável. Durante todo o filme somos confrontados com a questão: o que significa “Rosebud”? No seu filme de estreia, Welles revolucionou o cinema com novos ângulos de câmera e edição não-linear. Ainda hoje, Cidadão Kane é frequentemente citado nas listas de melhores filmes de todos os tempos.

Soberba (The Magnificent Ambersons, 1942) – Estrelado por Tim Holt, Joseph Cotten e Dolores Costello – Um rapaz rico e extremamente mimado tenta atrapalhar o relacionamento de sua mãe com o homem que ela amou na juventude, enquanto vê a família perder pouco a pouco a fortuna que sempre teve.

O Estranho (The Stranger, 1946) – Estrelado por Orson Welles, Edward G. Robinson e Loretta Young – Investigador de crimes de guerra chega a uma pequena comunidade para investigar um homem acima de qualquer suspeita, que pode ser um perigoso criminoso nazista. A cena final é muito impactante.

Rita Hayworth e Orson Welles em A Dama de Shangai

A Dama de Shanghai (The Lady From Shanghai, 1947) – Estrelado por  Rita Hayworth, Orson Welles e Everett Sloane – Um marinheiro se junta a um bizarro cruzeiro, em alto mar, no barco de um milionário e sua estonteante e misteriosa esposa. Logo, ele se vê envolvido em uma trama de assassinato, cheia de reviravoltas.

Macbeth (1948) – Estrelado por Orson Welles, Jeanette Nolan e Dan O'Herlihy – Ótima adaptação da peça amaldiçoada de William Shakespeare. Com cenários mínimos, a adaptação lembra uma peça teatral. O próprio Welles interpreta Macbeth.

A Marca da Maldade (Touch of Evil, 1958) – Estrelado por Charlton Heston, Orson Welles e Janet Leigh – Após a explosão de um carro na fronteira dos EUA com o México, um policial americano, que tem fama de nunca ter deixado um caso sem solução, e um promotor mexicano, que luta contra os cartéis de drogas, acabam batendo de frente ao disputarem quem vai investigar o crime. O embate entre Orson Welles (americano) e Charlton Heston (mexicano) é espetacular. A cena inicial, em que seguimos com o carro, prestes a explodir, e a cena final, em que o vilão é confrontado, são de tirar o fôlego.

Anthony Perkins em O Processo 

O Processo (The Trial, 1962) – Estrelado por Anthony Perkins, Jeanne Moreau e Orson Welles – Adaptação para o cinema do livro inacabado de Franz Kafka. A escolha de Anthony Perkins, conhecido por interpretar o psicopata Norman Bates, para o papel de Josef K foi perfeita. Um dos meus filmes preferidos de todos os tempos.


100 anos de Orson Welles é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Porque não gostei do final de How I Met Your Mother

O último episódio de How I Met Your Mother foi exibido nesta semana, nos EUA, e o final está gerando controvérsia. Eu, por exemplo, não gostei nem um pouco do que fizeram e pretendo explicar neste texto os meus motivos. Sempre lembrando que essa é apenas MINHA opinião, existem várias pessoas que gostaram e consideraram ele bem coerente com o restante da série.

HIMYM: Ted conhece a mãe na estação de trem


É relativamente normal que o fim de uma série não consiga corresponder aos anseios de todos os seus fãs, que criam teorias e expectativas a seu respeito. Acontece que no caso de HIMYM, parece que não foi bem isso o que ocorreu. O episódio final trouxe praticamente tudo o que os fãs esperavam. E um pouco mais. Só que foi justamente esse “um pouco mais” que gerou toda a polêmica...


ATENÇÃO! ESTE TEXTO CONTERÁ SPOILERS DA ÚLTIMA TEMPORADA E, EM ESPECIAL, DOS ÚLTIMOS EPISÓDIOS


Durante toda a nona temporada, acompanhamos a semana e, em especial, os dois dias que antecederam ao casamento de Robin (Cobie Smulders) e Barney (Neil Patrick Harris). A temporada começou com a mãe finalmente sendo revelada (a adorável Cristin Milioti) e com Ted (Josh Radnor) ainda apaixonado pela Robin. Por ela estar se casando com um de seus melhores amigos, Ted havia decidido se mudar de Nova Iorque logo após o casamento e, como já havia sido falado anteriormente, ao sair da festa o protagonista iria conhecer a mãe de seus filhos, na estação de trem.

Tudo neste último ano foi pautado no término da jornada de Ted e seus amigos. Os últimos episódios foram aquilo que podemos chamar de “ponto de virada” na vida de cada um deles: Robin e Barney casando, Lily (Alyson Hannigan) descobrindo que está grávida novamente e tendo que decidir, juntamente com Marshall (Jason Segel), se mudarão para Roma ou ficarão em Nova Iorque, onde ele conseguiu um emprego de juiz. E Ted, finalmente, deixando seus sentimentos por Robin para trás e seguindo em frente, pronto para encontrar seu “verdadeiro amor”.

HIMYM - Sunrise: Ted finalmente deixa Robin sair de sua vida


Aliás, naquele que considerei o melhor episódio da última temporada, Ted, na praia, finalmente deixa Robin partir de sua vida. Uma cena meio tosca dela saindo voando, mas cheia de simbolismo. Um verdadeiro “Let it go”. Como Frodo deixando o “um anel” queimar na Montanha da Perdição, Ted parece finalmente entender que a mulher que ele estava procurando nunca foi a Robin. Voltarei a essa cena mais para frente.


O ÚLTIMO EPISÓDIO

Chegamos ao último episódio e logo fica claro que nem tudo deu certo. O casamento de Barney e Robin acabou depois de três anos. E sim, isso está em completo acordo com as personalidades dos dois durante toda a série. Muita gente pensava que isso poderia acontecer. Com o episódio avançando e voltando no tempo, vamos sendo apresentados a vários fatos importantes que aconteceram com os seis depois do casamento: terceira gravidez da Lily, Marshall finalmente se tornando juiz, Robin se tornando famosa, Barney se tornando pai, além de momentos de Ted e a mãe juntos.

E vem a primeira bomba: confirmando alguns rumores que rolavam pela internet, a mãe está morta. Logo depois de nos mostrar isso, o episódio tem a sua grande cena: os dois se conhecendo na estação, onde a mãe, que agora sabemos que se chamava Tracy diz a linda frase que poderia resumir todo o seriado: “Engraçado como às vezes você simplesmente encontra as coisas”.

- E essa, crianças, é a história verdadeira de como conheci sua mãe! – diz Ted, para os filhos.

HIMYM: Tapa na cara dos fãs

Para muita gente, o seriado deveria ter acabado aí, mas vem a resposta dos filhos, dizendo que era óbvio que aquela não era a história de como ele tinha conhecido a mãe deles, e sim a história de como ele era apaixonado pela “Tia Robin”. E eles dão carta branca para Ted ir atrás dela.

Assim, para desespero de grande parte dos fãs, a série termina com Ted oferecendo para Robin a trompa azul, uma espécie de símbolo do amor deles, que apareceu em vários momentos dos nove anos em que HIMYM esteve no ar.

How I Met Your Mother: Major Disappointment


POR QUE EU NÃO GOSTEI

Na minha opinião, ao mostrar o Ted indo atrás da Robin, os criadores de HIMYM simplesmente tornaram a Tracy apenas mais uma distração amorosa na vida do protagonista, igualando-a à Victoria, Zoey, Stella, ou até mesmo à “Slutty Pumpkin”. Todas elas foram mulheres importantes na vida dele, que chegou até mesmo a ser deixado no altar por uma delas, mas a gente sabia: ela é importante, mas não é a “mãe”. Ao fazer Ted correr atrás da ex mais uma vez, a frase parece mudar para: ela é importante, mas não é a Robin.

Como disse antes, Ted ainda era apaixonado pela Robin até a véspera de seu casamento, e ao nascer do sol do dia do casamento, ele finalmente a deixa a ir embora de sua vida. Foi como uma libertaçao. Acabou e agora ele pode ser feliz com alguém. Ao voltar para ela, Ted passou para mim a ideia de que não, nada tinha acabado. Ele apenas escondeu bem o que sentia para não estragar o casamento dos amigos. E pior, ainda fiquei com a impressão de que ele não ficou com a Tracy porque tinha encontrado a mulher perfeita para ele, coisa que perseguiu por toda a série, mas sim porque a Robin estava casada.

HIMYM: Let it go, Ted!

Não tenho nenhum problema com o fato da Tracy estar morta, mas penso que Ted jamais poderia ter ido se declarar novamente para sua ex-namorada. Li várias pessoas dizendo que eles ficarem juntos no final estaria de acordo com tudo o que aconteceu antes, já que ele sempre foi apaixonado por ela, mas acho que isso é uma visão meio simplista. A série demonstrou diversas vezes que Robin nunca foi aquilo que ele procurou por nove anos, e a tal cena da praia parecia ser ele finalmente se dando conta disso.

Sem falar em como esse final diminui Barney, cujo episódio final já não foi lá essas coisas. Depois de tudo o que aconteceu Ted realmente acha que Barney não vai se importar com este namoro?

E falem a verdade, quem aí acredita que eles ainda estarão juntos um ano depois desse novo encontro?


FINAL ALTERNATIVO

Um fã desgostoso da série resolveu postar um vídeo com o final que ele gostaria de ter visto. Muita gente preferiu ele. O que vocês acham?



“Engraçado como às vezes você simplesmente encontra as coisas”

Fonte para as imagens: 10 photos that perfectly capture that terrible HIMYM ending

Mostra SP 2012 - Confira os preços dos ingressos

Está chegando a hora.

Aquela época do ano em que os cinéfilos de São Paulo ficam em polvorosa. Param tudo e passam horas e horas indo de sala em sala, tentando assistir o máximo de filmes possível.

A 36a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontecerá entre 19/10/2012 e 01/11/2012, mais as exibições extras que sempre ocorrem na semana seguinte.

Como em todos os anos, uma semana antes do início, dia 13/10/2012, próximo sábado, começam a ser vendidos os pacotes de ingressos, lá no Conjunto Nacional, onde fica a Central da Mostra.

Confiram abaixo todas as informações a respeito dos ingressos:


PERMANENTES E PACOTES PROMOCIONAIS

Permanente Integral – R$ 410,00

Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura, mediante apresentação da carteirinha de assinante) – R$ 348,50

Permanente Especial (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 95,00

Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 80,75

Pacote de 40 ingressos – R$ 300,00

Pacote de 20 ingressos – R$ 175,00


Observações:

- O desconto de 15% da Folha é válido somente para o assinante titular, pessoa física.

- Desconto de 50% na compra de até dois ingressos por sessão de filme da Mostra na bilheteria dos cinemas, para a força de trabalho do sistema Petrobras (devidamente identificada com crachá funcional) e para Titulares do Cartão Petrobras (mediante apresentação do mesmo).


INGRESSOS INDIVIDUAIS

Segundas, terças, quartas e quintas: R$ 15,00 (inteira) / R$ 7,50 (meia)

Sextas, Sábados e Domingos: R$ 19,00 (inteira) / R$ 9,50 (meia)


VENDAS PELA INTERNET

No site Ingresso.com, o ingresso poderá ser adquirido com antecedência de quatro dias a um dia, da sessão.

No dia da sessão, os ingressos são vendidos na própria bilheteria onde o filme será exibido.


DICA DO GRANDES FILMES:

Os pacotes com 20 e 40 ingressos costumam esgotar no primeiro dia de venda e a fila é grande. Se desejar adquirir um desses pacotes ou a permanente, vá no dia 13/10 e chegue cedo.


ENDEREÇO

Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073, (ao lado do Cine Livraria Cultura).
De 13 de outubro a 01 de novembro, das 10 às 21h.

Vejo vocês lá.

Fonte: Mostra.org

Semana Cinéfila #4: Fritz Lang

A quarta Semana Cinéfila foi dedicada ao diretor austro-húngaro Fritz Lang.

Nascido em 05 de dezembro de 1890 (dia do meu aniversário), Lang pegou o auge do cinema mudo e participou também da transição para os filmes falados.

O diretor Fritz Lang


Com produções grandiosas e muitas vezes incompreendidas, criou clássicos do cinema mudo como Metrópolis e Dr. Mabuse, sendo um dos maiores expoentes do Expressionismo Alemão. E grandes filmes no começo do cinema falado, como M - O Vampiro de Dusseldorf. Em sua fase hollywoodiana, continuou fazendo clássicos, como Os Corruptos.

Na Semana Cinéfila #4 – Fritz Lang, assisti a 5 filmes: Dr. Mabuse - Parte 1: O Jogador (1922), Metrópolis (1927),  M - O Vampiro de Dusseldorf (1931), O Segredo da Porta Fechada (1947) e Os Corruptos (1953).

Dr. Mabuse - Parte 1: O Jogador (Dr. Mabuse, Der Spieler: Der Grosse Spieler, 1922)

Dr. Mabuse - O Jogador, de Fritz Lang

Filme mudo dividido em duas partes: O Jogador e O Inferno do Crime.

A primeira parte é uma grande salada, que mistura crime, política, economia, espiritismo e misticismo envolvendo o oriente.

Mas a trama é interessante e gira em torno de um criminoso, Dr. Mabuse, mestre em disfarces, que se utiliza de algum poder obscuro para enganar as pessoas e ganhar no jogo de cartas. O filme mostra clubes de jogos ilegais, onde a alta sociedade vienense vai jogar e gastar seu rico dinheiro.

Enquanto um promotor investiga um suposto grupo de jogadores que tem enganado milionários incautos nestes clubes, vamos acompanhando os atos de Dr. Mabuse e sua gangue de malfeitores.

Não consegui ver ainda a segunda parte, com a conclusão da história, mas gostei da primeira.

Metrópolis (Metropolis, 1927)

Metrópolis, de Fritz Lang

Metrópolis conta a história de um mundo dividido entre os ricos, que vivem em coberturas cheias de luxo, e os pobres, que vivem nos subterrâneos da cidade, e que trabalham incansavelmente para fazer as máquinas funcionarem. Máquinas que servem para manter o luxo da parte rica da população.

Não dá para dizer que é uma alegoria sutil!

Toda a trama gira em torno de Maria, uma garota pobre que é uma espécie de pregadora entre os trabalhadores. Considerando-a perigosa, o prefeito da cidade pede para um cientista louco (alarme de estereótipo soando no máximo) construir uma versão robótica de Maria, para desacreditá-la perante seus "seguidores", mas o cientista controla o robô e faz com que ela comece uma rebelião que pode destruir a todos, pobres e ricos.

O filho do prefeito, apaixonado pela verdadeira Maria, decide resgatá-la e salvar a cidade.

Apesar de ter uma história relativamente inocente, Metrópolis é um marco do cinema por tudo: seus cenários incríveis, o visual impactante da cidade e das máquinas, suas alegorias e por conter um certo ar macabro, que mistura ciência com misticismo.

Entre outras influências, a versão robótica de Maria inspirou o visual de C-3PO em Star Wars.

Assistir a Metrópolis no Parque do Ibirapuera, com uma orquestra tocando ao vivo, foi uma das mais lindas experiências cinematográficas pelas quais já passei.

Um filme imperdível.


M - O Vampiro de Dusseldorf (M, 1931)

M - O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang


Para mim, o melhor filme desta semana.

M é o primeiro filme falado de Fritz Lang e ele explora muito bem a nova tecnologia, utilizando a narração, aliada com uma bela edição de imagens, para criar um clima de tensão em torno da história de um serial killer, que sequestra e mata crianças na cidade de Dusseldorf.

Como em praticamente todos os filmes que vi do diretor até agora, sobra para toda a sociedade: as mães, que deveriam cuidar melhor de suas filhas; a polícia e os políticos, considerados incompetentes para conter o criminoso; a população em geral, que resolve fazer justiça com as próprias mãos, atacando inocentes; e até para os criminosos organizados, que vendo seus "negócios" ameaçados pela maior repressão policial, decidem que devem ser eles mesmos os responsáveis por capturar o assassino, gerando ainda mais confusão (apesar de se mostrarem bem mais competentes que a polícia).

Ao mostrar desde o início quem é o assassino e como ele é patético, Lang nos envolve ainda mais na história. Em especial no final, muito impactante.

Outro filme imperdível.

O Segredo da Porta Fechada (Secret Beyond the Door..., 1947)

O Segredo da Porta Fechada, de Fritz Lang

O filme mais fraco que vi nas quatro semanas cinéfilas até agora.

O Segredo da Porta Fechada (também chamado em alguns lugares de O Segredo Atrás da Porta) conta a história de uma recém viúva que se casa com um homem misterioso, depois de passar apenas um fim de semana com ele.

A paixão arrebatadora, que nem ela mesma consegue explicar, logo dá lugar ao terror de descobrir que seu novo marido possui manias muito estranhas, como montar réplicas de quartos onde foram cometidos crimes passionais. Para piorar, há uma porta fechada, um quarto que ele não permite que ninguém veja. Ao mesmo tempo, seu filho teimoso e mimado o acusa de ter matado a primeira esposa, mãe do garoto.

Apesar da idéia interessante, o filme envereda por soluções bobas e meio covardes, onde as explicações não se encaixam direito.

Lang se inspirou em Rebecca - A Mulher Inesquecível de Alfred Hitchcock, mas, na minha opinião, este primeiro é infinitamente melhor que O Segredo.

Os Corruptos (The Big Heat, 1953)

Os Corruptos, de Fritz Lang

Mais um filme de Lang rodado em Hollywood, Os Corruptos é sobre um investigador que decide ir às últimas consequências para descobrir porque um velho policial se matou.

Apesar do suicídio ser comprovado e de todos no departamento de polícia mandarem que ele se afaste do caso, sua intuição lhe diz que há algo por trás da morte, enquanto sua índole o impede de "deixar para lá".

Conforme ele vai descobrindo que pessoas importantes estão envolvidas na corrupção que levou o policial ao suicídio, a coisa vai ficando mais perigosa, colocando sua família em perigo.

Este sim é um belo filme de investigação, com uma trama envolvente e um final que não deixa nada a desejar. É interessante notar como Lang trabalhou com a moral do herói, fazendo com que ele não conseguisse cometer um crime que, no final, iria ajudar a resolver toda a trama.

Gostei bastante.


Outros filmes de Fritz Lang:

Uma lista com outros filmes que podem entrar em qualquer semana especial de Fritz Lang.

Dr. Mabuse - Parte 2: O Inferno do Crime (Dr. Mabuse, Der Spieler: Ein Spiel um Menschen Unserer Zeit, 1922)
O Testamento do Dr. Mabuse (Das Testament des Dr. Mabuse, 1933)
Fúria (Fury, 1936)
Vive-se Só Uma Vez (You Only Live Once, 1937)
Um Retrato de Mulher (The Woman in the Window, 1944)


O que é a Semana Cinéfila?

Criei a Semana Cinéfila como forma de assistir diversos clássicos do cinema que nunca tinha visto, ou que tinha visto há muito tempo.

Um jeito legal de mergulhar fundo nos melhores filmes de todos os tempos, usando como referência diversas fontes e listas, como: Bravo! - 100 Filmes Essenciais da História do Cinema, 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, o site Melhores Filmes e as listas do IMDb, entre outros.

Faça você também a sua semana cinéfila.


Leia também: 

Semana Cinéfila #1: Akira Kurosawa

Semana Cinéfila #2: Jean Renoir

Semana Cinéfila #3: Billy Wilder


Não perca, no próximo domingo, a Semana Cinéfila #5: Vittorio De Sica.

Semana Cinéfila #4: Fritz Lang é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Semana Cinéfila #3: Billy Wilder

A terceira Semana Cinéfila foi sobre o diretor polonês, radicado nos EUA, Billy Wilder.

Jack Lemmon e Billy Wilder

Wilder foi um dos diretores que mais souberam traduzir o espírito de um filme hollywoodiano. Suas comédias e dramas agradaram crítica e público.

Crepúsculo dos Deuses é citado em praticamente todas as listas de melhores filmes já feitos. Já Quanto Mais Quente Melhor foi eleita a melhor comédia de todos os tempos.

Billy Wilder ganhou 6 Oscars e foi indicado para dezenas de outros prêmios.

Vale notar que depois de Kurosawa e Renoir, senti uma pequena queda na qualidade dos filmes. Não que Wilder não seja importantíssimo para a história do cinema, mas para o meu gosto os dois diretores anteriores são muito mais interessantes.

Na Semana Cinéfila #3 – Billy Wilder, assisti a 4 filmes: Farrapo Humano (1945), A Montanha dos Sete Abutres (1951),  Quanto Mais Quente Melhor (1959) e Se Meu Apartamento Falasse (1960).


Farrapo Humano (The Lost Weekend, 1945)

Farrapo Humano, de Billy Wilder

Farrapo Humano é um drama sobre alcoolismo que, segundo o próprio diretor, fez com que ele passasse a ser levado a sério.

O filme é tão perturbador que foi perseguido pela indústria de bebidas, que achava que sua exibição poderia diminuir a venda, por mostrar os efeitos devastadores do álcool sobre o indivíduo. Por outro lado, os partidários da lei seca achavam que o filme incentivava o consumo de bebidas alcoólicas.

Segundo o livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, o final recebeu uma censura do estúdio, mas ainda assim os autores conseguiram evitar que todo o clima do filme fosse perdido. De qualquer forma, acabaram tirando um pouco de força da trama.

O filme venceu 4 Oscars (filme, diretor, roteiro e ator - Ray Milland). Também levou 2 prêmios em Cannes (Grande Prêmio e ator - Ray Milland). Ganhou ainda o Globo de Ouro, entre outros.


A Montanha dos Sete Abutres (Ace In The Hole, 1951)

Kirk Douglas em A Montaha dos Sete Abutres, de Billy Wilder

Um jornalista inescrupuloso resolve explorar ao máximo a tragédia de um homem soterrado em uma mina.

Depois de ser despedido por diversos grandes jornais, o protagonista foi parar em um jornaleco de uma cidade pequena. Ele vê na história uma chance para conseguir voltar a um bom emprego.

Manipulando todos à sua volta, ele monta um verdadeiro circo ao redor do acidente, sem perceber  que seu plano pode fugir do controle a qualquer momento.

Impressionante como a trama é atual, apesar de ter sido filmada há 60 anos. A manipulação da tragédia humana por uma imprensa descompromissada, o público ávido pela desgraça alheia. Tudo o que vemos na TV hoje já estava lá.

Foi indicado ao Oscar e venceu o prêmio internacional no Festival de Veneza.

A Montanha dos Sete Abutres foi o filme que mais gostei nesta semana.


Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Rock, 1959)

Marilyn Monroe em Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder

Dois músicos testemunham acidentalmente um massacre efetuado pela máfia de Chicago. Para escapar da morte certa, ambos se empregam em uma banda feminina, vestidos de mulher. Logo, ambos têm problemas para mander o disfarce: Joe / Josephine por se apaixonar pela bela cantora do grupo (Marilyn Monroe, simplesmente linda e adorável), Jerry / Daphne por encontrar um milionário que se apaixona perdidamente por ele.

Como é de se esperar a partir dessa pequena sinopse, Quanto Mais Quente Melhor tem diversas piadas criadas a partir do fato dos dois homens estarem inseridos em um ambiente só de mulheres, mas é no momento em que seus protagonistas se envolvem em "romances" que o filme fica realmente divertido.

Joe tem que conquistar a bela Sugar Kane (Monroe) sem colocar em risco seu disfarce. Já Jerry acaba se envolvendo em algo mais complicado, já que um lascivo milionário não o deixa em paz. E vem daí a frase mais lembrada do filme: "Ninguém é perfeito!".

Um detalhe que não pode ser ignorado é que só a beleza de Marilyn cantando já vale o filme.

Ganhou o Oscar de melhor figurino em preto e branco, o Bafta de melhor ator estrangeiro (Jack Lemmon), além de diversos outros prêmios. Como já citado, no ano 2000 a AFI - American Film Institute o escolheu como o melhor filme de comédia de todos os tempos.


Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, 1960)

Shirley MacLayne e Jack Lemmon em Se Meu Apartamento Falasse, de Billy Wilder

Outra comédia de Billy Wilder, estrelada por Jack Lemmon e uma jovem Shirley MacLayne.

Em Se Meu Apartamento Falasse, Lemmon é o empregado de uma grande companhia que aluga seu bem localizado apartamento para executivos levarem suas amantes. Apesar de viver se dando mal com essa prática, não consegue deixá-la, por pressão de seus chefes.

Mas, ao mesmo tempo em que vive lhe trazendo problemas, o apartamento também o ajuda a subir dentro da empresa, o que deixa toda a trama bem interessante. O herói se equilibra em uma tênue linha entre o "bom moço" e o "carreirista". Ele quer parar com tudo, mas não quer perder os privilégios, quer levar uma vida comum e conquistar uma garota, mas não quer se indispor com os chefes.

Acabou levando 5 Oscars (filme, diretor, edição, roteiro e direção de arte - preto e branco), 3 Baftas (filme, ator estrangeiro - Jack Lemmon, e atriz estrangeira - Shirley MacLayne), 3 Globos de Ouro (filme - comédia, ator de comédia - Jack Lemmon, e atriz de comédia - Shirley MacLayne), além de diversos outros prêmios.


Outros filmes de Billy Wilder:

Uma lista com outros filmes que podem entrar em qualquer semana especial de Billy Wilder.

Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944)
Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd., 1950)
Inferno No. 17 (Stalag 17, 1953)
O Pecado Mora Ao Lado (The Seven Year Itch, 1955)
Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution, 1957)


O que é a Semana Cinéfila?

Criei a Semana Cinéfila como forma de assistir diversos clássicos do cinema que nunca tinha visto, ou que tinha visto há muito tempo.

Um jeito legal de mergulhar fundo nos melhores filmes de todos os tempos, usando como referência diversas fontes e listas, como: Bravo! - 100 Filmes Essenciais da História do Cinema, 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, o site Melhores Filmes e as listas do IMDb, entre outros.

Faça você também a sua semana cinéfila.


Leia também: 

Semana Cinéfila #1: Akira Kurosawa

Semana Cinéfila #2: Jean Renoir

Não perca, no próximo domingo, a Semana Cinéfila #4: Fritz Lang.

Semana Cinéfila #3: Billy Wilder é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Semana Cinéfila #1: Akira Kurosawa

Há algum tempo pensei em começar essas “semanas cinéfilas”. Em cada uma delas, eu escolheria um grande diretor e assistiria 3 ou 4 filmes dele, dando preferência para aquelas obras imprescindíveis que eu ainda não tenha visto ou então que eu vi há muitos anos.

O diretor Akira Kurosawa

Assim como na Mostra SP de cinema, parte da diversão está na seleção dos diretores e, depois, dos filmes.

Decidi começar com Akira Kurosawa, o mais importante diretor japonês, cuja obra até hoje influencia diversos cineastas. No final de fevereiro, iniciei a primeira Semana Cinéfila.

Mas como bem sabe Joseph Climber, a vida é uma caixinha de surpresas. Eis que, após assistir Rashomon e Viver, fui internado com uma bactéria na perna. Após vários dias de molho, finalmente voltei à ativa, mas não consegui retornar aos filmes pois aí tive que lidar com separação, mudança de casa... Enfim, o mundo conspirou contra meus planos. Mas agora decidi que era o momento de completar minha primeira semana de viagem pelo maravilhoso mundo do cinema.

E na Semana Cinéfila #1 – Akira Kurosawa, assisti a 4 filmes: Rashomon (1950), Viver (1952), Ran (1985) e Sonhos (1990).


Rashomon (Rashômon, 1950)

Rashomon, de Akira Kurosawa

A história de um crime é contada sob diversos pontos de vista. Como saber qual a verdade, quando confrontamos as versões da esposa supostamente violentada, do assassino que diz que não cometeu qualquer crime e do médium que diz falar em nome da vítima? Diversos questionamentos surgem quando sobrepomos o que cada personagem diz.

Rashomon foi indicado ao Oscar de direção de arte em preto e branco e ganhou um prêmio honorário de melhor filme estrangeiro lançado nos EUA em 1951. Levou também o Leão de Ouro, em Veneza.


Viver (Ikiru, 1952)

Viver, de Akira Kurosawa

Um velho funcionário público recebe a notícia de que tem pouco tempo de vida, após anos em seu emprego tedioso e afundado em burocracia. Sem saber bem o que fazer, resolve que deve finalmente viver sua vida, mas acaba encontrando no lugar mais inesperado, um verdadeiro motivo para lutar.

O ator Takashi Shimura, que trabalha em diversos filmes de Kurosawa, nos brinda com uma atuação triste e perfeita. Viver nos fala sobre vida e morte, e também sobre burocracia, vaidade, avareza. Um dos mais lindos filmes de Kurosawa.

Ganhou um prêmio especial no Festival de Berlim de 1954.




Ran (1985)

Ran, de Akira Kurosawa

Em mais uma adaptação de Shakespeare, Akira Kurosawa nos brinda com Ran, baseado em Rei Lear. Um velho lorde está distribuindo seu legado entre os três filhos. O mais velho se tornará o novo chefe da família, herdará o principal castelo e o título de seu pai, mas enquanto este estiver vivo, deverá ainda ser obediente a ele. O filho do meio herdará o segundo castelo. Ao ser confrontado pelo filho mais novo, que é sincero e não fica bajulando o velho, o lorde o deserda. A partir daí, uma série de traições, incentivada por uma personagem que deseja vingança, fará com que a família entre em uma guerra que pode por tudo a perder.

Venceu o Oscar de melhor figurino e foi indicado para os prêmios de direção, fotografia e direção de arte. Ganhou o Bafta de melhor filme estrangeiro e maquiagem.

Depois de Os Sete Samurais, Ran é o meu filme preferido de Kurosawa.


Sonhos (Dreams, 1990)

Sonhos, de Akira Kurosawa

Lançado quando Akira Kurosawa tinha 80 anos, o filme nos traz oito curtas, com oito sonhos (pesadelos?) do diretor.

Diversos elementos da cultura japonesa, tanto antigos quanto da época do filme, estão lá: os deuses, as crenças, o sofrimento com a guerra, o terror nuclear. Mas de todos os curtas, o que mais me agradou foi o que tem por base diversas pinturas de Vincent Van Gogh.

Ainda que inferior aos outros 3 que assisti nesta semana, Sonhos tem imagens belíssimas, cinema de primeira qualidade.


Outros filmes de Akira Kurosawa:

Seguem outros filmes de Kurosawa que merecem entrar em qualquer semana cinéfila.

Os Sete Samurais (Shichinin No Samurai, 1954)
Trono Manchado de Sangue (Kumonosu-Jô, 1957)
A Fortaleza Escondida (Kakushi-Toride No San-Akunin, 1958)
Yojimbo – O Guarda-Costas (Yôjinbô, 1961)
Derzu Uzala (Derzu Uzala, 1975)

Para saber mais sobre Akira Kurosawa e o cinema japonês, vejam também:

Lista de Quinta: 5 filmes do Akira Kurosawa
Lista de Quinta: 5 filmes japoneses
E não perca, no próximo domingo, a Semana Cinéfila #2: Jean Renoir.

Semana Cinéfila #1: Akira Kurosawa é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Garota, Interrompida: o melhor papel de Angelina Jolie

Depois de ver Angelina Jolie magrinha no Oscar, relembrei um dos únicos papeis que ela fez de forma memorável. Sem mostrar o corpo ou fazer o típico papel de espiã sexy, Angelina ganhou o Oscar pela sua atuação incrível no filme Garota, Interrompida, de James Mangold (1999). Assisti a esse filme faz pouco tempo e ele é bem interessante, chocante e ao mesmo tempo reflexivo.

Angelina Jolie e Winona Ryder em Garota, Interrompida

Na mesma premissa de Um Estranho no Ninho, as personagens dentro de um manicômio se tornam amigas e compartilham as tristezas e problemas que as levaram para aquele local. Lisa, vivida por Angelina, é rebelde, carismática e o exemplo para as que viviam naquele local terrível e triste. A batalha entre os psicólogos, médicos e funcionários da clínica psiquiátrica com os pacientes é triste e perversa. Garotas ficam presas num lugar sem futuro, sem chance de melhorar: a não ser que você aceite o tratamento forçado de remédios e admita que é uma pessoa doente.

Com uma trilha sonora ótima e cenas memoráveis, Garota, Interrompida vale a pena ser visto e revisto. Winona Ryder é convincente como protagonista no papel de Susanna Kaysen, personagem que se sente triste, deslocada e detesta o mundo em que vive, principalmente a família desestruturada. Tomar aspirina com bebida alcoólica não resolve os problemas da vida de Susanna - assim como ser internada sem nenhuma explicação ou chance de ter uma vida normal também não.

É um filme que faz sentir a dor das personagens e nos deixa próximos das meninas. Garotas que gostariam de ter uma vida normal, mas que sofreram tantos traumas e distúrbios emocionais que não conseguem se encaixar no mundo “real”.

Fica a torcida para que Angelina volte a fazer papeis interessantes e mostre a todos que tem potencial para atuar e não só para emagrecer!

Segurando as Pontas podia ser mais despretensioso

Talvez seja um perigo afirmar, mas vale a pena passar duas horas assistindo a comédia Segurando as Pontas (Pineapple Express, 2008), do diretor David Gordon Green (Contra Corrente). Os bons atores Seth Rogen, interpretando o maconheiro Dale Denton – que entrega mandados judiciais – e James Franco, como o impagável distribuidor de drogas Saul Silver, formam a dupla de protagonistas que corre contra o tempo para salvarem suas vidas. Claro, fumando marijuana sempre que possível.


Dizer que o filme é muito engraçado, assim como pretendido, é exagero. A trama policial que serve como pano de fundo para a história é fraca e com atores secundários de dar aquele sono. Saul é o único distribuidor local (traficante do bem, como ele se intitula) que vende a rara Pineapple Express, variação da droga que Denton, seu comprador e amigo, adora. Ao entregar um mandado judicial ao traficante Ted Jones (Gary Cole), Denton presencia um assassinato e foge para a casa/ponto de droga de Saul.

Ao fugir, porém, deixa para trás um pouco do cigarrinho que os traficantes rapidamente identificam e sabem a quem procurar para acabar com as testemunhas. Apesar do roteiro frágil e de muitas perseguições e tiros sem sentido, o diálogo travado entre os dois protagonistas consegue levar bom humor, com piadas no tempo certo, aos espectadores. A cena dos dois perdidos na mata bem doidões, por exemplo, vale muitas risadas.

Talvez a intenção de elevar o nível da comédia ao inserir outros elementos como ação, perseguição e muitos tiros tenham feito o filme se perder algumas vezes. Alguns personagens, como a namoradinha de Denton (Angie Anderson), ficam sem uma conclusão. Afinal, nada como o despretensioso Cheech and Chong (anos 70 e 80) que deixa claro que um filme para maconheiros sobre maconheiros não precina nada além de fazer rir.

E viajar!

Oscar 2012: O Artista é uma linda homenagem ao cinema

O Oscar já foi uma premiação melhor. Neste ano, filmes muito fracos estão concorrendo ao prêmio: seria uma falha da Academia ou está complicado produzir bons filmes?

O Artista

Fico com a primeira opção, afinal, diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Quentin Tarantino, Darren Aronofsky e vários outros dessa nova geração surpreendem os fãs com longas fantásticos. Ao conferir os indicados a Melhor Filme, acredito que O Artista, de Michel Hazanavicius, seja uma das melhores escolhas. Não que Árvore da Vida ou Meia-Noite em Paris sejam ruins, mas o filme francês é uma belíssima homenagem ao cinema mudo e com delicadeza consegue transmitir fortes emoções ao espectador.

O Artista conta a história da transição do cinema mudo para o cinema falado e de um ator que se torna decadente (lembra um pouquinho o clássico Cantando na Chuva, mas acredito que seja proposital). Com uma fotografia impecável e repleto de cenas divertidas e comoventes, acredito que é um forte candidato a levar a estatueta. Os personagens são carismáticos, a trilha sonora é cativante e o roteiro não deixa a desejar.

Jean Dujardin e o cachorro Uggie em O Artista

Os Descendentes, Histórias Cruzadas, Árvore da Vida, Meia-Noite em Paris e Cavalo de Guerra também são filmes fortes e interessantes. Já o longa O Homem que Mudou o Jogo, estrelado por Brad Pitt, é o típico clichê que mostra aquela velha história sobre esportes e superação – nada original e que mereça um Oscar.

De qualquer maneira, a dica é conferir O Artista.

Mesmo sendo mudo e branco e preto (o que não agradou algumas pessoas na Inglaterra – elas pediram o dinheiro de volta quando perceberam que haviam pago para assistir um filme “antigo” no cinema) ele prende a atenção do começo ao fim. Principalmente pelos excelentes personagens e, é claro, o cachorrinho Terrier que rouba a atenção.

O filme estreia dia 10 de fevereiro no Brasil.

Simplesmente Martha - Conflitos, relacionamentos e dicas de cozinha

Estreia hoje aqui no Grandes Filmes uma nova colaboradora, a Innike. Ela vai falar sobre filmes e séries que girem em torno do tema COMIDA. A Innike é formada em gastronomia e é autora do delicioso blog Mesa Posta, uma de minhas leituras obrigatórias. Seja bem-vinda Iiiiinike. (J. Luis)


Filmado em 2001, Simplesmente Martha (Bella Martha, de Sandra Nettelbeck) é a versão original e germânica do hollywoodiano Sem Reservas (No Reservations, de Scott Hicks, 2007), com Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart e Abigail Breslin.

Simplesmente Martha

O filme conta a história de Martha, uma jovem mulher considerada a segunda melhor chef de Hamburgo (na versão americana, a personagem se chama Kate e trabalha em Manhattan). Devido ao seu trabalho, Martha tem uma rotina extremamente atípica e praticamente nenhum amigo – quanto mais namorado ou mesmo um paquera. As únicas pessoas com quem ela ainda mantém certo contato são a irmã mais velha e o terapeuta – para quem ela até cozinha durante as sessões!

Por uma infelicidade do destino, a irmã de Martha acaba sofrendo um acidente de carro e morre. Sua filha, de apenas oito anos e que estava junto com a mãe no momento da tragédia, sobrevive e tem de passar a viver com a tia. Até então, tia e sobrinha são praticamente desconhecidas uma para a outra.

O tema central do filme passa a ser a convivência forçada entre as duas personagens, onde ambas precisam aprender a “amadurecer” emocionalmente. É durante essa troca de experiências que o filme mostra um pouco da rotina de um restaurante, pois é lá que elas (sim, elas) passam a maior parte do dia e da noite.

Martha se mostra uma personagem de personalidade difícil e com sérios problemas de relacionamento. Parece que toda sua vida é direcionada única e exclusivamente ao trabalho.

Simplesmente Martha

(É preciso abrir um parênteses aqui: quem trabalha com restaurante sabe que atuar profissionalmente em uma cozinha não é NADA fácil. A rotina é estressante, estafante, abafada, barulhenta, quente, perigosa e se está sempre atrasado, além dos horários serem ingratos e a jornada puxada. Portanto, ter uma vida social saudável é bem difícil mesmo).

No caso dessa personagem, a situação dela é ainda mais complicada, pois:

1 - Martha é a chef responsável pela cozinha de um restaurante badalado;

2 - Ela é considerada a segunda melhor chef da cidade;

3 – Sua sous-chef (ou sub-chef, como é chamado no Brasil o “vice-chef” de um restaurante) está grávida de oito meses e pode ter o bebê na cozinha a qualquer momento;

4 – Martha tem um temperamento extremamente complicado. É obsessiva compulsiva, controladora, perfeccionista e nada humilde – característica essa que rende algumas das melhores piadas do filme, quando um cliente resolve discutir que ela errou o ponto de cocção do foies-gras. Enfim, perfeita para a função que assume, rs.

Simplesmente Martha

Apesar de o enredo nos apresentar um ambiente de cozinha profissional, é importante lembrar que tanto a versão alemã quanto a versão americana não conseguem demonstrar como realmente funciona o universo paralelo que é a cozinha de um restaurante.

De toda forma, dentre os dois filmes sugiro a versão original. Por mais inverossímil que seja toda a organização e silêncio que imperem na cozinha da chef Martha, Simplesmente Martha foge das obviedades a que estamos acostumados a ver nas comédias românticas e se aprofunda na problemática pessoal da heroína.

Além disso, recomendo também que assistam a este filme com um bloquinho de notas na mão: é um dos poucos filmes em que é possível conseguir várias dicas boas (mesmo!) de cocção e preparo de alguns pratos bem conhecidos, como o foies-gras, por exemplo.

Curtindo A Vida Adoidado 2 ganha tease trailer?

- Como posso ir trabalhar em um dia como esse?

É com essa frase que Matthew Broderick dá a partida para a sequência mais esperada de todos os tempos (detalhe para a música no final do tease).

Curtindo a Vida Adoidado vai ganhar sequência?

Mas a verdade é que nem mesmo foi confirmado de que o vídeo é realmente sobre Curtindo a Vida Adoidado 2 ou alguma campanha promocional.



Será que teremos um Curtindo A Vida Adoidado 2? No Superbowl, em 5 de fevereiro, o trailer completo será mostrado e teremos a confirmação se finalmente iremos saber o que aconteceu com Ferris Bueller depois daquele famoso dia em que ele resolveu matar aula.

Atualização: Tease era da nova propaganda do Honda CR-V

Globo de Ouro 2012: Todos os vencedores

Este foi um Globo de Ouro estranho. Quase todas as produções premiadas levaram apenas um troféu para casa.

O grande vencedor da noite, nas categorias de cinema, foi The Artist, com 3 prêmios (Melhor Comédia ou Musical, Trilha Sonora e Ator - Comédia ou Musical, para Jean Dujardin).

The Artist levou 3 estatuetas no Globo de Ouro

Depois dele veio Os Descendentes, com 2 prêmios: Melhor Drama e Melhor Ator - Drama, para George Clooney.

Os outros filmes que ganharam um prêmio foram: Sete Dias Com Marilyn, Toda Forma de Amor, As Aventuras de Tintim, W.E., Meia-Noite em Paris, A Separação, Histórias Cruzadas, Hugo e A Dama de Ferro

Já nas categorias de TV, apenas Homeland conseguiu 2 prêmios (Melhor Série - Drama e Melhor Atriz - Drama, para Claire Danes).

As outras produções premiadas foram Boss, Enlightened, Game of Thrones, Donwton Abbey, Mildred Pierce, Luther, American Horror History, Episodes e Modern Family.

Confira todos os ganhadores.

CINEMA

FILME – DRAMA
“Os Descendentes”

FILME – COMÉDIA OU MUSICAL
“The Artist”

DIRETOR
Martin Scorsese – “Hugo

ATOR – DRAMA
George Clooney – “Os Descendentes”

ATRIZ – DRAMA
Meryl Streep – “A Dama de Ferro

ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL
Jean Dujardin – “The Artist”

ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL
Michelle Williams – “Sete Dias com Marilyn

ROTEIRO
Meia Noite em Paris" - Woody Allen

ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer – “Toda Forma de Amor”

ATRIZ COADJUVANTE
Octavia Spencer – “Histórias Cruzadas

FILME ESTRANGEIRO
“A Separação”

ANIMAÇÃO
As Aventuras de Tintim

TRILHA SONORA
“The Artist” – Ludovic Bource

CANÇÃO ORIGINAL
“W.E.” - Masterpiece - Madonna

TV

SÉRIE DE TV – DRAMA
“Homeland”

SÉRIE DE TV – COMÉDIA OU MUSICAL
Modern Family

ATOR EM SÉRIE DE TV – DRAMA
Kelsey Grammer, por "Boss"

ATRIZ EM SÉRIE DE TV – DRAMA
Claire Danes – “Homeland”

ATOR EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA
Matt LeBlanc, por "Episodes"

ATRIZ EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA
Laura Dern – “Enlightened”

ATOR COADJUVANTE DE SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Peter Dinklage, por "Game of Thrones"

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Jessica Lange – “American Horror Story

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME DE TV
“Downton Abbey”

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Kate Winslet – “Mildred Pierce”

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Idris Elba por Luther

Gostou da premiação? Comente aí embaixo!

Os 10 maiores fracassos de bilheteria de 2011

Depois da lista dos 10 filmes que mais arrecadaram em 2011, chegou a vez de listarmos 10 grandes fracassos de bilheteria em 2011.

Reféns, de Joel Schumacher

Essa lista é mais complicada de se fazer, e muito mais divertida, também.

Em primeiro lugar, deve-se sempre levar em conta que a bilheteria deve ser comparada com o orçamento estimado do filme. Se analisarmos apenas a arrecadação, podemos ter uma impressão errada.

Este é o caso do famigerado Lanterna Verde. Com uma bilheteria mundial em torno de 219 milhões de dólares, poderíamos pensar que o filme é um grande sucesso. Seria, se o orçamento do mesmo não tivesse sido de 200 milhões. Quase que o filme não se paga. Apenas para compararmos, podemos pegar outro filme que tem o mesmo orçamento: Carros 2. Sua arrecadação em todo o mundo ultrapassou os 550 milhões de doletas. Isso sim é um sucesso.

Nesta época surgem várias listas citando os fracassos de bilheteria, mas como várias delas são apenas traduções de listas americanas, acabam cometendo o erro de não levar em conta a bilheteria no restante do mundo. Muitas vezes, um filme é salvo com a bilheteria estrangeira, depois de ter fracassado nos EUA. É o caso de Padre, que custou 60 milhões, arrecadou menos de 30 milhões nos EUA, mas conseguiu quase 50 milhões fora das terras do Tio Sam, somando uma arrecadação total de 78 milhões.

Mas chega de lenga-lenga e vamos à lista de 9 filmes que arrecadaram menos da metade do que custaram (e um blockbuster que arrecadou só um pouquinho a mais que a metade):

1. Redenção (Machine Gun Preacher, de Marc Forster) - O filme estrelado por Gerard Butler pode ser considerado o grande fracasso de 2011. Orçado em 30 milhões de dólares, o filme arrecadou 1,1 milhão em todo o mundo. O filme ainda deve aumentar sua arrecadação, já que ainda está sendo lançado em alguns países, mas não deve conseguir muito mais do que isso. Até agora, recuperou apenas 4% do que foi gasto em sua produção.

2. O Dublê do Diabo (The Devil's Double, de Lee Tamahori) - Custou cerca de 19 milhões e arrecadou 1,3 milhão, 7% do valor gasto.

3. Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street, de Brad Anderson) - Custou cerca de 10 milhões e teve bilheteria de pouco mais de 1 milhão, 11% do valor gasto.

4. Reféns (Trespass, de Joel Schumacher) - Este merece uma atenção especial. Estrelado por Nicolas Cage e Nicole Kidman e dirigido por Joel Schumacher (aquele mesmo de Batman Eternamente e Batman & Robin), Reféns é um erro do começo ao fim. O filme custou cerca de 35 milhões de dólares e arrecadou, nos EUA, apenas 24 mil (isso mesmo, mil). No fim, com a bilheteria de fora dos Estados Unidos, conseguiu uma arrecadação total de 4,8 milhões, 14% do que foi gasto.

5. The Big Year (The Big Year, de David Frankel) - Este nem foi lançado por aqui. Custou cerca de 41 milhões e arrecadou 7,4 milhões, 18% de seu valor.

6. Dylan Dog e as Criaturas da Noite (Dylan Dog: Dead of Night, de Kevin Munroe) - Custou 20 milhões e arrecadou 4,6 milhões, 23% do que foi gasto.

7. Marte Precisa de Mães (Mars Needs Moms, de Simon Wells) - Este é outro que merece um comentário. A animação custou cerca de 150 milhões de dólares, uma verdadeira fortuna, mas recebeu críticas bem fracas e acabou nem chegando aos cinemas de vários países. Arrecadou pouco menos de 39 milhões, 26% de seu orçamento.

8. Um Novo Despertar (The Beaver, de Jodie Foster) - Estrelado por Mel Gibson, que há tempos não emplaca uma, custou 21 milhões e arrecadou apenas 6,3 milhões, 30% do que foi gasto.

9. Sua Alteza? (Your Highness, de David Gordon Green) - Outro filme de grande orçamento, com James Franco e a oscarizada Nathalie Portman no elenco. Gastaram quase 50 milhões de dólares. Acabou arrecadando apenas 24,8 milhões, 50% do orçamento.

10. Conan - O Bárbaro (Conan: The Barbarian, de Marcus Nispel) - Uma superprodução, custou 90 milhões de dólares e arrecadou 48,7 milhões em todo o mundo, pouco mais da metade do que foi gasto (54%).

Claro que temos que finalizar a lista fazendo novamente uma menção honrosa ao Lanterna Verde. Apesar dele ter conseguido se "pagar", é óbvio que ele foi uma grande decepção da Warner, que provavelmente esperava uma arrecadação pelo menos duas vezes maior para o seu grande filme de herói do ano (Thor, Capitão América e X-Men, da Marvel, conseguiram na bilheteria pelo menos o dobro do que custaram).

Um fracasso de bilheteria pode evitar uma continuação, queimar totalmente um diretor ou, em alguns casos mais graves, até levar um estúdio à falência. Talvez por isso os estúdios estejam dando preferência em investir em sequências, que costumam ter retorno garantido.

Você acha que algum destes filmes merecia melhor sorte nas bilheterias? Deixe sua opinião.

Fonte: Box Office Mojo e IMDb

LEGO O Senhor dos Anéis: Confira o primeiro poster

A LEGO anunciou que no próximo inverno será lançado o jogo LEGO: The Lord of The Rings.

Imagem retirada do site oficial da LEGO

O jogo cobrirá os três filmes da saga do anel e servirá de prelúdio para os lançamentos de LEGO: The Hobbit, An Unexpected Journey, que deve sair no final de 2012, e LEGO: The Hobbit, There and Back Again, que deve chegar às lojas em 2013.

Quem já jogou estes games que misturam LEGO e clássicos do cinema sabe o quão divertidos eles são.

Foi divulgado nesta semana o primeiro poster do jogo baseado em O Senhor dos Anéis. Confiram abaixo:

Poster de LEGO: O Senhor dos Anéis

O poster é uma releitura do que serviu de divulgação para O Retorno do Rei, que tem Viggo Mortensen caracterizado como Aragorn, segurando sua espada reforjada, a bela Andúril.

Aragorn no poster de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

Com o lançamento de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada em 14/12/2012, devemos ter uma enxurrada de produtos baseados nas obras de J.R.R. Tolkien chegando às lojas.

Fonte: Pink Vader

As 10 maiores bilheterias de 2011 no mundo

Apesar de 2011 ter sido um ano de lançamentos fracos, 3 filmes conseguiram ultrapassar a marca de 1 bilhão de dólares: Harry Potter, Transformers e Piratas do Caribe. Em 2010 foram apenas 2 (Toy Story 3 e Alice no País das Maravilhas).

Harry Potter e As Relíquias da Morte - parte 2 é a maior arrecadação de 2011

Confira os filmes que mais arrecadaram no ano passado, em todo o mundo:

1. Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2, de David Yates) – Arrecadou 1, 328 bilhões de dólares, sendo 381 milhões nos EUA e 947 milhões no restante do mundo;

2. Transformers: O Lado Escuro da Lua (Transformers: Dark of the Moon, de Michael Bay) - Arrecadou 1,123 bilhões, sendo 352 milhões nos EUA e 771 milhões no restante do mundo;

3. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides, de Rob Marshall) - 1,043 bilhões, sendo 241milhões nos EUA e 802 milhões no restante do mundo;

4. Kung Fu Panda 2 (Kung Fu Panda 2, de Jennifer Yuh Nelson) - Arrecadou 665 milhões, sendo 165 milhões nos EUA e 500 milhões no restante do mundo;

5. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 (The Twilight Saga: Breaking Dawn Part 1, de Bill Condon) - Arrecadou 659 milhões, sendo 278 nos EUA e 381 no restante do mundo;

6. Velozes & Furiosos 5 - Operação Rio (Fast Five, de Justin Lin) - Arrecadou 626 milhões, sendo 209 milhões nos EUA e 416 milhões no restante do mundo;

7. Se Beber Não Case 2 (The Hangover Part II, de Todd Phillips) - Arrecadou 581 milhões, sendo 254 milhões nos EUA e 327 milhões no restante do mundo;

8. Os Smurfs (The Smurfs, de Raja Gosnell) - Arrecadou 562 milhões, sendo 142 milhões nos EUA e 419 milhões no restante do mundo;

9. Carros 2 (Cars 2, de John Lasseter & Brad Lewis) - Arrecadou 559 milhões, sendo 191 milhões nos EUA e 368 milhões no restante do mundo;

10. Rio (Rio, de Carlos Saldanha) - Arrecadou 484 milhões, sendo 143 milhões nos EUA e 341 milhões no restante do mundo.

Na sequência, os outros filmes da lista foram: 11. Planeta dos Macacos - A Origem, 12. Gato de Botas, 13. Missão Impossível: Protocolo Fantasma, 14. Thor, 15. Capitão América: O Primeiro Vingador, 16. X-Men: Primeira Classe, 17. Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, 18. As Aventuras de Tintin, 19. Gigantes de Aço e 20. Missão Madrinha de Casamento.

Como podemos ver claramente, as continuações dominaram o Top 10, sendo que apenas o oitavo e o décimo da lista (Smurfs e Rio) não são sequências.

Isso demonstra que, por mais que a gente reclame da falta de originalidade nos lançamentos, infelizmente os estúdios parecem estar no caminho certo, apostando em continuações que, por mais fracas que sejam, continuam atraindo o grande público.

E dá-lhe Velozes e Furiosos 6, Piratas do Caribe 5, Transformers 4, etc. etc. etc...

Fonte: Box Office Mojo

Estreias no cinema - 06/01/2012

Seis filmes estão chegando aos cinemas brasileiros no primeiro final de semana de 2012.

A grande estreia da semana é Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg. Filme muito comentado e que está sendo bem aguardado.

Para a criançada, chega às telonas Alvin e Os Esquilos 3, de Mike Mitchell, que está sendo massacrado pela crítica estrangeira.

O pessoal do Casseta & Planeta volta ao cinema com a estreia de As Aventuras de Agamenon, O Repórter, dirigido por Victor Lopes e estrelado por Marcelo Adnet e Luana Piovani.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, temos a estreia de A Guerra Está Declarada, dirigida e estrelada por Valérie Donzelli, que conta a história de um casal que deve enfrentar o câncer de seu filho de 18 meses.

Em Porto Alegre, entrará em cartaz o francês L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância, de Bertrand Bonello.

Já em São Paulo, temos outro filme francês: Faça-me Feliz, de Emmanuel Mouret, que já havia estreado em diversas outras capitais.


Clique nos cartazes para ver os trailers.

L Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância, de Bertrand Bonello
L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância
Bertrand Bonello
Porto Alegre
Alvin & os Esquilos 3 3D, de Mike Mitchell
Alvin & os Esquilos 3 3D
Mike Mitchell
As Aventuras de Agamenon, O Repórter, de Victor Lopes
As Aventuras de Agamenon, O Repórter
Victor Lopes
Faça-me Feliz, de Emmanuel Mouret
Faça-me Feliz
Emmanuel Mouret
São Paulo
A Guerra Está Declarada, de Valérie Donzelli
A Guerra Está Declarada
Valérie Donzelli
Rio de Janeiro e São Paulo
Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg
Cavalo de Guerra
Steven Spielberg

Estreias no cinema - 06/01/2012 é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Globo de Ouro - Os indicados nas categorias de TV

Diferentemente das categorias de cinema, as indicações para o Globo de Ouro 2012 de TV estão muito mais pulverizadas, com várias séries, minisséries e filmes para TV tendo apenas uma indicação.

Kate Winslet em Mildred Pierce
O título campeão de indicações foi a minissérie Mildred Pierce, estrelada por Kate Winslet, com 4.

Em seguida temos as séries Boardwalk Empire e Homeland, ambas com 3 indicações cada.

Vale citar o retorno de Matt LeBlanc, eterno Joey de Friends, que concorre a melhor ator de coméda por Episodes.

E fica a minha torcida por Peter Dinklage, que concorre a melhor ator coadjuvante por sua incrível atuação em Game of Thrones.

Confira todos os indicados aos prêmios de TV:

SÉRIE DE TV – DRAMA
American Horror Story
“Boardwalk Empire”
“Boss”
Game of Thrones
“Homeland”

SÉRIE DE TV – COMÉDIA OU MUSICAL
New Girl
Modern Family
“Enlightened”
“Glee”
Episodes

ATOR EM SÉRIE DE TV – DRAMA
Bryan Cranston, por "Breaking Bad"
Steve Buscemi, por "Boardwalk Empire"
Damian Lewis, por "Homeland"
Jeremy Irons, por "The Borgias"
Kelsey Grammer, por "Boss"

ATRIZ EM SÉRIE DE TV – DRAMA
Claire Danes – “Homeland”
Mireille Enos – “The Killing”
Julianna Margulies – “The Good Wife”
Madeleine Stowe – “Revenge”
Callie Thorne – “Necessary Roughness”

ATOR EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA
Alec Baldwin, por "30 Rock"
David Duchovny, por "Californication"
Johnny Galecki, por "The Big Bang Theory"
Thomas Jane, por "Hung"
Matt LeBlanc, por "Episodes"

ATRIZ EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA
Laura Dern – “Enlightened”
Zooey Deschanel – “New Girl
Tina Fey – “30 Rock”
Laura Linney – “The Big C”
Amy Poehler – “Parks and Recreation”

ATOR COADJUVANTE DE SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Peter Dinklage, por "Game of Thrones"
Paul Giamatti, por "Too Big to Fail"
Guy Pearce, por "Mildred Pierce"
Tim Robbins, por "Cinema Verite"
Eric Stonestreet, por "Modern Family"

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME DE TV
Jessica Lange – “American Horror Story
Kelly Macdonald – “Boardwalk Empire
Maggie Smith – “Downton Abbey”
Sofia Vergara – “Mildred Pierce”
Evan Rachel Wood – “Mildred Pierce”

FILME OU MINISSÉRIE DE TV
“The Hour”
“Downton Abbey”
“Cinema Verite”
“Mildred Pierce”
“Too Big to Fail”

A festa de entrega do Globo de Ouro 2012 será no dia 15/01 e você acompanha os nossos comentários maldosos via twitter.

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