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Oscar 2012: O Artista é uma linda homenagem ao cinema

O Oscar já foi uma premiação melhor. Neste ano, filmes muito fracos estão concorrendo ao prêmio: seria uma falha da Academia ou está complicado produzir bons filmes?

O Artista

Fico com a primeira opção, afinal, diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Quentin Tarantino, Darren Aronofsky e vários outros dessa nova geração surpreendem os fãs com longas fantásticos. Ao conferir os indicados a Melhor Filme, acredito que O Artista, de Michel Hazanavicius, seja uma das melhores escolhas. Não que Árvore da Vida ou Meia-Noite em Paris sejam ruins, mas o filme francês é uma belíssima homenagem ao cinema mudo e com delicadeza consegue transmitir fortes emoções ao espectador.

O Artista conta a história da transição do cinema mudo para o cinema falado e de um ator que se torna decadente (lembra um pouquinho o clássico Cantando na Chuva, mas acredito que seja proposital). Com uma fotografia impecável e repleto de cenas divertidas e comoventes, acredito que é um forte candidato a levar a estatueta. Os personagens são carismáticos, a trilha sonora é cativante e o roteiro não deixa a desejar.

Jean Dujardin e o cachorro Uggie em O Artista

Os Descendentes, Histórias Cruzadas, Árvore da Vida, Meia-Noite em Paris e Cavalo de Guerra também são filmes fortes e interessantes. Já o longa O Homem que Mudou o Jogo, estrelado por Brad Pitt, é o típico clichê que mostra aquela velha história sobre esportes e superação – nada original e que mereça um Oscar.

De qualquer maneira, a dica é conferir O Artista.

Mesmo sendo mudo e branco e preto (o que não agradou algumas pessoas na Inglaterra – elas pediram o dinheiro de volta quando perceberam que haviam pago para assistir um filme “antigo” no cinema) ele prende a atenção do começo ao fim. Principalmente pelos excelentes personagens e, é claro, o cachorrinho Terrier que rouba a atenção.

O filme estreia dia 10 de fevereiro no Brasil.

Vídeos divertidos sobre clássicos do cinema

Todo fanático por cinema adora assistir edições divertidas que aparecem no YouTube. Alguns podem dizer que esses vídeos desmerecem a obra original, porém alguns fazem montagens tão interessantes, que se tornam uma diversão a mais para os cinéfilos. Já assisti a vários na internet e resolvi compartilhar alguns com vocês.

Leslie Nielsen em Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu


100 melhores falas de filmes em 200 segundos


Esse vídeo reúne as melhores falas de filmes, de vários gêneros diferentes. É interessante para recordar alguns clássicos e cenas marcantes. Gostoso de assistir e com um final bem divertido!


100 melhores ameaças de todos os tempos


Essa é bem engraçada: mostra várias cenas de ameaças e frases de efeito para ofender outra pessoa ou mostrar who's the boss. Um pouco cansativo, mas não deixa de ser bem feito!


Mashup de filmes de outro mundo


Com a trilha sonora do The Killers ao fundo, esse vídeo mostra personagens extraterrestres, filmes de ficção científica e a vida no espaço. Vale a pena conferir!


Os top vilões do cinema


O mais legal desse vídeo é que só mostram as cenas dos vilões mais famosos, porém sem nenhuma fala. Com uma música tensa de fundo, a edição fica até meio poética. Afinal, os vilões são bem mais interessantes e complexos do que os mocinhos!


Rimas com frases de filmes



Por último, deixo essa montagem bizarra: várias falas de filmes rimadas num ritmo mixado. Não ficou ruim, mas acho que essa música ficou um pouco esquisita. Vai do gosto de cada um, mas não deixa de ser criativo.

E vocês, conhecem outros vídeos legais? Compartilhem nos comentários!

Diretores que devem ser vistos

Todo mundo que é fã de cinema aprecia as obras dos principais diretores. Apesar de gostar muito de vários, escolhi 5 principais que merecem ser assistidos (claro que na minha humilde opinião) e por que vale a pena comentar sobre eles.


Stanley Kubrick

Stanley Kubrick dirigindo

Não precisa de muita explicação. Kubrick é genial em seus filmes, principalmente por conseguir fazer diversas obras que mudam totalmente a temática. A maioria dos diretores segue a mesma linha de pensamento e os filmes acabam se tornando parecidos. Isso não acontece com Kubrick, que consegue trabalhar com gêneros totalmente diferentes: 2001 - Uma Odisséia no Espaço, Laranja Mecânica, Lolita, Spartacus, De Olhos Bem Fechados, Dr. Fantástico, O Iluminado, cada um com uma história divergente.

O mais interessante é a visão do diretor: sempre mestre na ironia e com uma opinião pessimista sobre o ser humano. Ele tenta retratar os pensamentos e vontades mais íntimas de um ser, por mais absurdas que sejam.

Além disso, os filmes dele sempre têm trilhas sonoras que deixam um clima de tensão no ar.


Woody Allen

Woody Allen dirigindo

Diferentemente de Kubrick, Allen sempre segue a mesma linha em seus filmes: personagens que falam demais, temática do relacionamento, cenários lindos (Nova Iorque, Barcelona, Paris, Londres) e, claro, com grande tom de ironia. Woody é ótimo em comédias, que fazem você rir dos absurdos que as pessoas são capazes de fazer.

O que mais chama atenção nos filmes dele é como o ser humano tende a se preocupar com coisas infames e nunca pensam em como sua vida pode ser triste ou ilusória. Porém, os personagens passam por uma crise e acabam encarando tudo com outros olhos.

Outro fator interessante é que o diretor tenta passar seu conhecimento cultural para os personagens: música, cinema, literatura, filosofia. Vale a pena conferir!


Pedro Almodóvar

Pedro Almodóvar dirigindo

Os filmes de Almodóvar chamam a atenção tanto pela fotografia quanto pela temática.

Aborda com frequência a sexualidade e as vontades íntimas das pessoas (coisas que ninguém tem coragem de admitir). Retrata polêmicas como estupro, pedofilia, traição, homossexualidade, assassinato, travestis, prostitutas e personagens que não se encaixam na sociedade.

O que vale a pena é também o quesito irônico e divertido, além da fotografia chamar a atenção pela cor vermelha e tons quentes.

Suas obras são chocantes e interessantes.


Christopher Nolan

Christopher Nolan dirigindo

Definir Christopher Nolan é complicado, mas o ideal seriam filmes “mindfuck”, ou seja, que você precisa refletir, pensar duas vezes, reassistir e contemplar, de tão fantásticos.

Apesar de ter poucos trabalhos, o diretor já mostrou que tem futuro e faz sucesso. Suas tramas são tensas, enigmáticas e prendem a atenção do começo ao fim.

Conseguiu transformar a história do Batman numa obra-prima, com personagens marcantes e impressionantes.

Quem assistiu A Origem, O Grande Truque e Amnésia sabem como o diretor consegue trabalhar bem um roteiro e cativar o público.


Lars Von Trier

Lars Von Trier dirigindo

Apesar das inúmeras polêmicas e declarações sem pé nem cabeça, o diretor não deixa de ser genial em seus filmes. Ele consegue transmitir como ninguém a injustiça e a capacidade do ser humano de ser hipócrita, podre e egoísta.

Assistir às suas obras é se sentir irritado, triste e perceber que realmente existe aquele tipo de escória no mundo.

As filmagens são diferentes, com câmeras que parecem caseiras e personagens injustiçados e melancólicos. São filmes pesados, que acabam com o humor, mas Lars sabe como ninguém transmitir sensações e emoções fortes.

Claro que na hora de analisar obras de diretores, nunca levo em conta os problemas pessoais ou a personalidade de cada um. Penso que o que deve ser analisado são os aspectos técnicos e filosóficos de cada trabalho.


Outros diretores que são ótimos e merecem ser citados: Sofia Coppola, Akira Kurosawa, Martin Scorsese, Alfred Hitchcock, Darren Aronofski (e a lista segue infinita).

Quais os melhores diretores do cinema para você? Deixe seu comentário aí embaixo.

Diretores que devem ser vistos é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Lixo Extraordinário: Vidas extraordinárias :: Crítica

Quem disse que não é possível usar lixo reciclável para fazer arte? A prova disso são as obras do escultor e artista plástico Vik Muniz, personagem central do documentário Lixo Extraordinário, dirigido por Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim. Mais do que um documentário, uma lição de vida.

Lixo Extraordinário, com Vik Muniz

O filme mostra o Jardim Gramacho, maior aterro sanitário do mundo, localizado no Rio de Janeiro. Vik Muniz mora nos Estados Unidos e vem ao Brasil para fazer um ensaio fotográfico dos catadores de lixo, pessoas que enfrentam dificuldades terríveis e sofrem com o desespero de viver na pobreza. A proposta de Muniz é vender os trabalhos e doar o dinheiro para a comunidade que vive no local.

Vik, ao lado de seu companheiro Fabio Ghivelder, mostra uma outra realidade para a população de Gramacho: a de que você nunca deve desistir dos seus sonhos e nem se considerar invisível. Por mais que os catadores sejam tratados como se não existissem, também são cidadãos e seres humanos que merecem uma vida digna.

Mesmo que o longa pareça uma autopromoção do artista, o trabalho que Muniz realizou foi fenomenal. Apesar das obras não serem originais - são recriações de artistas renomados - ele conseguiu usar material reciclável para transformar clássicos da pintura em um trabalho bem feito e criativo.

O ponto mais interessante do filme não são os retratos do lixo em si (nome que ele usou para sua exposição) , mas como a arte pode mudar a visão de mundo das pessoas. As histórias de vida dos moradores e a união da comunidade de Gramacho fazem o filme ser o que é.

Até a metade do filme, os personagens afirmam que são felizes e não podem reclamar da vida. Depois de trabalharem com Vik, percebem que podem ter uma vida melhor - e começam a enxergar o mundo com outros olhos.

Vik Muniz em Lixo Extraordinário

Boa parte do longa é em inglês, principalmente as cenas fora do Jardim Gramacho o documentário foi dirigido por uma britânica). As cenas em inglês - embora soem um pouco falsas, já que Muniz e sua mulher têm um forte sotaque brasileiro - foram feitas para agradar o público fora do Brasil.

Lixo Extraordinário ganhou o Prêmio da Anistia Internacional e Melhor Filme da Mostra Panorama, no Festival de Berlim de 2010. Também faturou os prêmios de Melhor Documentário Internacional, foi indicado ao Prêmio do Júri do Festival de Sundance e ganhou o Prêmio Especial do Júri em Paulínia. Porém, o documentário não atingiu o objetivo mais desejado: ganhar a estatueta do Oscar.

Apesar de ser indicado ao Oscar de Melhor Documentário, Lixo Extraordinário perdeu para Trabalho Interno, filme norte-americano sobre a crise econômica que assolou os Estados Unidos em 2008. A perda foi uma decepção para os brasileiros, principalmente para Tião, um dos personagens principais do filme e líder da Associação de Catadores de Material Reciclável do Jardim Gramacho, que teve a oportunidade de ir para Los Angeles assistir à cerimônia.

Lixo Extraordinário vale a pena ser assistido. Não pelos efeitos técnicos ou pela vida do artista plástico, mas pelas histórias de vida de pessoas "invisíveis" que tentam sair da miséria e buscar seu lugar ao sol.

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