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Os Vingadores - Trailer WTF "anos 70" dos heróis

Vejam este trailer fake de uma suposta versão de 1978 de Os Vingadores, da Marvel.

Gene Simmons em Os Vingadores 1978


É difícil dizer o que é mais bizarro nele: O Capitão América motoqueiro de "globo da morte"? O Homem de Ferro que parece irmão do Spectreman? O Tony Stark que é uma mistura de cafetão com Seu Madruga? O fato do Loki ser o tio bruxo da feiticeira Samantha? O K.I.S.S. estar no elenco e soltar fogo pela boca?

Enfim, este trailer de dois minutos me divertiu mais do que todo o filme do Lanterna Verde, por exemplo.

Imperdível!



Fonte: @geligirl, autora do Cena em Sonho

Update: Quem avisou que o trailer é uma montagem de diversos seriados e filmes dos anos 70, foi o @mjuniorx no twitter. Mas ainda assim é imperdível!

Livro Jogador Número 1 e suas referências cinematográficas - parte 2

Como disse no primeiro texto, Jogador Número 1, de Ernest Cline, possui centenas (talvez até milhares) de referências a tudo o que diz respeito aos anos 80. O livro já começa com uma citação obscura de Os Caça-Fantasmas e segue passeando por filmes e séries da minha infância.

Tosqueira de infância

O Último Guerreiro das Estrelas - Tosqueira dos anos 80

Continuando a leitura, logo em seguida tive a grata surpresa de ver que um dos filmes que eu mais adorava quando era criança tem uma posição de destaque na história. Ao se logar no Oasis (para saber o que é o Oasis, leia Jogador Número 1 e suas referências cinematográficas – parte 1), a frase de verificação de Wade Watts é tirada do ultra-tosco O Último Guerreiro das Estrelas.

Durante muito tempo sonhei em “zerar” um jogo e descobrir que, na verdade, ele era um programa de recrutamento para uma armada estelar.

O Último Guerreiro das Estrelas (The Last Starfighter, de Nick Castle, 1984) - Um adolescente consegue chegar no final de um jogo de fliperama, que na verdade é uma máquina que testa possíveis futuros guerreiros estelares. Quando a tropa é destruída, o terráqueo passa a ser a última esperança da galáxia. Estrelado por Lance Guest, Robert Preston e Dan O'Herlihy. (pag 37)


Dá-lhe John Hughes

Na página 50 são citados nada menos que 6 comédias / dramas adolescentes dirigidos ou escritos por John Hughes. Três deles são classificados como “fantasias de menina tola”: Gatinhas e Gatões, A Garota de Rosa-Shocking e Alguém Muito Especial. Os outros três como “fantasias de menino tolo”: Mulher Nota Mil, Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado, o maior clássico de Hughes.

Gatinhas e Gatões

Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles, de John Hughes, 1984) – Uma garota está completando 16 anos, mas toda sua família esquece disso, por causa do casamento da irmã mais velha. Enquanto sonha em namorar o menino mais bonito da escola, ela tenta lutar contra a impopularidade - Estrelado por Molly Ringwald, Anthony Michael Hall, Justin Henry e John Cusack.

Clube dos Cinco

Clube dos Cinco (The Breakfast Club, de John Hughes, 1985) – Cinco adolescentes de grupos diferentes acabam ficando em detenção juntos. Apesar de a princípio não se suportarem, acabam tendo que se conhecer melhor para lidar com suas diferenças - Estrelado por Molly Ringwald, Anthony Michael Hall, Emilio Estevez e Paul Gleason.

Mulher Nota 1000

Mulher Nota Mil (Weird Science, de John Hughes, 1985) – Dois geeks decidem utilizar toda sua inteligência para criar a mulher perfeita. E nada mais perfeita, no anos 80, que a Kelly LeBrock - Estrelado por Anthony Michael Hall, Ilan Mitchell-Smith, Kelly LeBrock, Bill Paxton e Robert Downey Jr.

Curtindo a Vida Adoidado

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off, de John Hughes, 1986) – Prestes a se formar no colégio, o popular Ferris Bueller decide matar aula e levar sua namorada e o melhor amigo para um dia de diversão na cidade. Twist and Shout na veia. - Estrelado por Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Jeffrey Jones, Jennifer Grey e Charlie Sheen.

A Garota de Rosa-Shocking

A Garota de Rosa-Shocking (Pretty in Pink, de Howard Deutch, 1986) – Garota pobre, que estuda em uma escola de riquinhos, sonha em conseguir um lindo vestido para o baile do colégio. Enquanto ela sonha com o bonitão da escola, seu melhor amigo se mostra totalmente fiel a ela - Estrelado por Molly Ringwald, Harry Dean Stanton, Jon Cryer, James Spader e Andrew MacCarthy.

Alguém Muito Especial

Alguém Muito Especial (Some Kind of Wonderful, de Howard Deutch, 1987) – Inverta os sexos de A Garota de Rosa-Shocking e temos Alguém Muito Especial. O cara é apaixonado pela menina mais popular e não percebe que sua melhor amiga é quem faz tudo por ele - Estrelado por Eric Stoltz, Mary Stuart Masterson e Lea Thompson.


As Trilogias Sagradas de Halliday

Na página 82, o protagonista cita o que o criador do Oasis chamava de As Trilogias Sagradas. Não há muito o que discutir:

Star Wars – Trilogia Original (George Lucas, 1977 / Irvin Kershner, 1980 / Richard Marquand, 1983) – A história da luta de Luke, Léia e Han Solo para salvar a galáxia do império do mal, controlado por Palpatine e seu aprendiz, Darth Vader.

Star Wars – Nova Trilogia (George Lucas, 1999 / 2002 / 2005) – A história de como o jovem jedi Anakin Skywalker se tornou o temível Darth Vader.

O Senhor dos Anéis (Peter Jackson, 2001 / 2002 / 2003) – A saga do anel, criada por J.R.R. Tolkien, levada às telonas pelo diretor Peter Jackson.

Matrix (Irmãos Wachowski, 1999 / 2003 / 2003) – Humanos rebeldes lutam pela sobrevivência em um mundo onde as pessoas estão escravizadas pelas máquinas e vivem dentro de uma realidade virtual.

De Volta Para o Futuro (Robert Zemeckis, 1985 / 1989 / 1990) – Um cientista excêntrico transforma um DeLorean em uma máquina do tempo. Acidentalmente, o jovem Martin McFly é enviado para 30 anos no passado e altera o curso da história. A partir daí, ele e o cientista devem corrigir os eventos diversas vezes, para não destruir tudo o que eles conhecem, seja no passado, no presente ou no futuro.

Indiana Jones (Steven Spielberg, 1981 / 1984 / 1989 / 2008 / ????) – As aventuras de um arqueólogo chamado Indiana Jones, que viaja para lugares exóticos buscando artefatos e brigando contra nazistas (ou comunistas). Obs. O Halliday diz que Indiana Jones é uma trilogia pois “todos os filmes” lançados depois de A Última Cruzada (1989) devem ser ignorados. Hoje temos apenas um, mas na história, pelo jeito, foram lançados mais alguns filmes na série.

Mad Max (George Miller, 1979 / 1981 / George Miller & George Ogilvie, 1985) – Em um futuro pós apocalíptico, um policial deve enfrentar gangues que tomam conta do deserto australiano.

Podemos ver que o Halliday, como todo bom nerd, era muito chegado em trilogias.

Será que ele escondeu seu “easter egg” em uma cidade Gungan, guardada por um perigoso exército de Jar-Jar Binks? Eu definitivamente teria medo de encontrar centenas de Jar-Jars, tropeçando e batendo suas orelhas em mim...

E, em breve, a terceira parte do texto, com um pequeno guia para curtir ainda mais a busca pelo Easter Egg de Halliday.

Leiam também:
Jogador Número 1 e suas referências cinematográficas - parte 1
Livro Jogador Número 1 e suas referências cinematográficas - final

Cinderela Baiana e a cena mais constrangedora do cinema brasileiro

Nos idos de 1998, tudo caminhava para o fim do mundo. Para alguns, a Terra não chegaria aos anos 2000 (segundo alguma profecia de Nostradamus, dos Maias ou da bíblia, não sei ao certo). Já outros imaginavam que uma pane geral dos computadores, exatamente no dia 01/01/2000, faria com que todas as bombas nucleares da antiga União Soviética fossem lançadas ao mesmo tempo. De qualquer forma, não sobraria nada.

Como um prenúncio do fim dos tempos, Conrado Sanchez decidiu roteirizar e dirigir um conto de fadas brasileiro, baseado na vida e obra da grande estrela da TV brasileira (de 1998): a dançarina, apresentadora e "atriz" Carla Perez.

Cinderela Baiana - Carla Perez é a verdadeira loira do Tchan

Cinderela Baiana é um daqueles clássicos instantâneos. Uma comédia involuntária sem precedentes. Tudo é muito ruim. Nada se salva. A protagonista "interpreta" a si mesma, e da pior forma possível. Na frente das câmeras de cinema, Carla Perez demonstra a mesma falta de jeito que tinha como apresentadora do programa Fantasia (SBT, é claro).

A fórmula do filme era simples: se o povão não se cansa de ver Carla rebolando domingo após domingo no Faustão e no Gugu (às vezes nos dois ao mesmo tempo), ele vai lotar às salas de cinema para ver a história de superação desta verdadeira Cinderela do nordeste. Não tinha como o plano dar errado.

Acontece que uma coisa é você estar vegetando em um domingo, na frente da TV, ouvindo Faustão e Gugu falarem suas costumeiras abobrinhas e, durante este momento de letargia, ver o É o Tchan e seu trio de dançarinos desfilando músicas do naipe de: "Bota a mão no joelho / E dá uma abaixadinha / Vai mexendo gostoso / Balançando a bundinha". Outra coisa é levantar o traseiro gordo do sofá, pegar um ônibus, enfrentar fila na bilheteria e desembolsar uma grana para assistir a este mesmo espetáculo em um cinema.

Carla Perez dança no meio das crianças em Cinderela Baiana

E assim, Cinderela Baiana foi um fracasso estrondoso de público, o que interrompeu precocemente a promissora carreira cinematográfica de sua atriz principal. Além disso, a reação do público demonstrou o que era óbvio, não adianta simplesmente pegar o que faz sucesso na TV e jogar no cinema. Tem que ter história, cuidado com a produção, divulgação decente, exatamente o contrário de tudo o que foi feito.

Quem está lendo este texto deve estar se perguntando se o filme é mesmo tão ruim. Já posso até imaginar os comentários que virão. Crítico é tudo chato. Você tem preconceito com o cinema nacional. Você nem entende nada de cinema, tá falando o quê? Deixa a menina trabalhar.

Bom, nenhum argumento vai corroborar minha opinião melhor do que o vídeo dos minutos finais de Cinderela Baiana. Tem de tudo: a Carla Perez chegando em um carro que deve ter custado mais do que toda a produção do filme, lição de moral, discurso contra o trabalho infantil, libertação de pássaros que estavam presos na gaiola, o figurino da protagonista que lembra uma odalisca hippie prestes a fazer oferendas a Iemanjá na véspera do ano novo...

Quando você acha que não pode piorar, começa a tocar Segura o Tchan e aí vira circo. As crianças dançam, vendedoras de acarajé dançam, freiras dançam, Lázaro Ramos dança... A cereja do bolo é um helicóptero que aparece do nada e pousa atrás do grupo, dele descem 6 policiais de armas na mão que se juntam ao grupo. Inexplicável.



Depois de assistir a esses 3 minutos de Cinderela Baiana é difícil não falar: “Em que diabos eles estavam pensando?”.

Leia também:
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