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Livro Jogador Número 1 e suas referências cinematográficas - parte 1

Depois de ouvir o MRG de Livros 004, da turma do Matando Robôs Gigantes, fiquei muito tentado a começar a ler Jogador Número 1 (Ready Player One), do Ernest Cline. Acabei comprando o livro na hora do almoço e comecei a ler ali mesmo.

Jogador Número 1 brinca com o mundo pop dos anos 80
Jogador Número 1 mistura Adventure com Garota de Rosa Shocking. E muito mais...


A primeira informação relevante sobre Jogador Número 1 é que Ernest Cline é o roteirista do filme Fanboys, feito por e para nerds, que conta a história de um grupo de adolescentes que parte em uma viagem para invadir o Rancho Skywalker, a fim de roubar uma cópia de Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma, para que um dos amigos, que sofre de câncer terminal, possa assisti-lo antes de falecer. Fanboys é um road movie lotado de referências à cultura pop e, principalmente, a todo esse mundo de fantasia que os nerds adoram.

E Jogador Número 1 traz para a literatura este mesmo estilo, mas abrindo ainda mais o rol de referências. Agora não são só os fãs de fantasia e ficção científica que poderão se divertir buscando citações obscuras, mas sim todos que viveram sua infância e adolescência no final dos anos 70 e nos anos 80. E eu, com 34 anos, sou parte integrante deste público alvo.


A TRAMA

A trama de Jogador Número 1 é bem simples e é explicada nas primeiras páginas. Em 2044, o mundo se tornou um lugar muito ruim de se viver, com a maioria da população quase na miséria total. Um dos poucos pontos de refúgio é uma realidade virtual chamada OASIS, onde os ricos entram para se divertir e os mais pobres entram (quando conseguem) para trabalhar ou estudar.

O criador do OASIS morreu há cinco anos e não deixou herdeiros. Mas antes de partir, deixou um testamento em vídeo onde informava que quem descobrisse um "easter egg" que ele escondeu dentro da realidade virtual, herdaria seus 240 bilhões de dólares.

A partir daí, uma infinidade de pessoas abandonou tudo para se tornar um "caça-ovo", incluindo o protagonista da história: um adolescente de 18 anos, extremamente pobre, fissurado em cultura pop antiga, chamado Wade Watts.


REFERÊNCIA NA PRIMEIRA PÁGINA

Já na primeira página do livro podemos ler a seguinte citação: "Cães e gatos vivendo juntos... Histeria generalizada!".

A princípio, se procurarmos esta frase no Google, não vem nada. Somente páginas falando do próprio livro.

Mas aí vem o truque. Toda citação que você achar relevante, converta para o inglês: "Dogs and cats living together... mass hysteria!", uma fala de Bill Murray em Os Caça-Fantasmas.

Bill Murray e Dan Aykroyd em Os Caça-Fantasmas

E é neste ponto que acabamos caindo na primeira armadilha da tradução: as frases podem não ser passadas para o português no contexto correto, o que vai atrapalhar a conversão para o inglês e, consequentemente, sua busca.


A TRADUÇÃO

Na verdade, o buraco na tradução está muito mais embaixo. É claro que um livro destes deve ser um desafio para qualquer profissional, por melhor que ele seja. Ainda nas primeiras páginas peguei duas situações que me deixaram meio "cabreiro".

A primeira não é bem um erro, mas sim o que eu chamo de escolha equivocada. A tradutora traduziu easter egg para ovo de páscoa, uma coisa totalmente sem sentido no mundo da informática, dos jogos eletrônicos, DVDs e blu-rays. Todos sabem que estes produtos contém EASTER EGGS, informações escondidas, que só serão descobertas depois que o usuário siga um caminho pré-determinado. Ovo de Páscoa, no sentido dado no livro, não existe.

Já colocar que o notebook tem um sistema de operação em vez de sistema operacional é uma falha mesmo.

Sei que mais situações dessas virão por aí, já que os caras do MRG comentaram a respeito de "dungeon master" ter virado mestre dungeon em vez de mestre do jogo, mas isso eu ainda não li.


FILMES, FILMES E MAIS FILMES. E ALGUMAS SÉRIES...

Mal tinha passado das primeiras 15 páginas e o livro já havia citado, direta ou indiretamente, as seguintes obras:

Os Caça-Fantasmas (Ghost Busters, de Ivan Reitman, 1984) - Clássico com a marca dos anos 80, inclusive no ar meio tosco. Estrelado por Bill Murray, Dan Aykroyd, Sigourney Weaver e Rick Moranis. (pag 1)

John Hughes com parte do elenco principal de Clube dos Cinco

Na página 11 são citados como figurantes em um vídeo "adolescentes dos filmes do John Hughes", conhecido diretor de comédias e dramas adolescentes, como Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa Shocking.

Shannen Doherty e Winona Ryder em Atração Mortal

Atração Mortal (Heathers, de Michael Lehmann, 1988) - Comédia adolescente de humor negro, estrelada por Winona Ryder, Christian Slater e Shannen Doherty. (pag 11)

Michael J. Fox em Caras & Caretas

Caras e Caretas (Family Ties, 1982-1989) - Sitcom americana onde um casal liberal tem dificuldade para criar seus filhos, totalmente conservadores. Estrelada por Michael J. Fox, Michael Gross e Meredith Baxter. (pag 23)


PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Estou gostando do livro. Ele tem um estilo simples, que faz com que a leitura flua muito rápido. Mais importante, ele está despertando uma série de memórias antigas, que eu nem sabia que ainda existiam: filmes, músicas, jogos de Atari e brinquedos da minha infância estão povoando minha mente.


Na segunda parte do texto falarei sobre mais uma série de citações aos filmes do John Hughes, entre outras coisas. Não percam.

Leia também:
Livro Jogador Número 1 e suas referências cinematográficas - parte 2
Livro Jogador Número 1 e suas referências cinematográficas - final

Ed Wood, de Tim Burton (1994)


Ed Wood

Crítica: A história bizarra de Ed Wood

Direção: Tim Burton

Roteiro: Scott Alexander / Larry Karaszewski (baseado em Rudolph Grey)

Elenco: Johnny Depp / Martin Landau / Sarah Jessica Parker / Patricia Arquette / Jeffrey Jones / Vincent D'Onofrio / Bill Murray / Max Casella / Lisa Marie / George 'The Animal' Steele / Juliet Landau

Imagens:


Sinopse:

Um filme incomum e exótico, sobre a história real de Ed Wood, o pior diretor da história de Hollywood. JOHNNY DEPP (Do Inferno) faz o papel do excêntrico diretor, que se recusa a aceitar que suas fracassadas cenas e horríveis críticas destruam suas esperanças de fazer sucesso. Com atores desajustados - a rainha do horror na TV, um corpulento lutador de boxe sueco e o legendário Bela Lugosi (MARTIN LANDAU - A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça) que está na pior - Ed leva a arte de fazer filmes ruins a novos recordes. Este filme de Tim Burton, envolvente e engraçado vai divertir você.

Para mais informações, acesse o site brasileiro sobre o Johnny Depp: johnnydepp.com.br

Ed Wood, de Tim Burton (1994) é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Zumbilândia: Matar zumbis nunca foi tão cool! :: Crítica

Filme de zumbi é sempre o mesmo argumento, certo? Algum vírus transforma as pessoas normais em monstros e, normalmente, o contágio se dá via mordida. Não há muito que inventar.

O desafio, no caso, é tornar interessante algo que todo mundo já conhece de cor e salteado. Só dá para fazer isso com um elenco afiado, boas tiradas, diálogos inteligentes e engraçados. Zumbilândia, de Ruben Fleischer, tem um pouco de tudo isso.

Para começar, temos a “Little Miss Sunshine” Abigail Breslin, que está crescendo e, se não é mais engraçadinha como naquele filme, trabalha corretamente.

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E também Woody Harrelson, que vi recentemente em O Amor Pede Passagem (a única coisa boa do filme), e aqui pode liberar todo seu instinto assassino matando monstros. Acho que nenhum outro ator tem uma entrada em cena mais “cool” que Harrelson. Na sua primeira aparição, de botas de caubói, saindo da SUV, você já pensa: “Pobres zumbis!”.

A narração de Columbus (Jessé Eisenberg) é divertida e os diálogos sarcásticos; além disso, existem suas “regras de sobrevivência” que vão sendo explicadas na prática, conforme os ataques acontecem. Segundo ele, foram essas regras que o mantiveram vivo até o início do filme (entre elas temos a clássica “Atire duas Vezes”, afinal, com zumbis, é sempre bom garantir que estão realmente mortos).

A trilha sonora também ajuda a criar o clima propício, em especial na cena final, no parque de diversões. Como em qualquer bom filme de terror, temos muito rock and roll, indo de Metallica e Van Halen até Lou Reed e Doves.

Para melhorar, só mesmo a incrível participação especial de Bill Murray, interpretando a si mesmo. Não vou entrar em mais detalhes para não estragar nada da cena, mas é imperdível.

Altamente recomendado tanto para quem gosta de filmes de zumbi, quanto por quem é fã de comédia.

Veja também: Trailer e ficha técnica de Zumbilândia

O Fantástico Sr. Raposo :: Crítica

O Fantástico Sr. Raposo é a primeira animação do diretor Wes Anderson.

Desenvolvido em Stop Motion, o filme conta a história de uma raposa casada e com filho (voz de George Clooney), um bom emprego e uma vida comum, mas que não consegue abandonar o velho hábito de roubar. Coisa que faz com muito prazer, por sinal.

Ao roubar de grandes fazendeiros, Sr. Raposo acaba atraindo a ira destes e, com isto, atrapalha a vida dos outros animais da região, deixando todos desabrigados. A partir daí, o malandro terá que consertar tudo.

O prestígio do diretor acabou atraindo grandes astros para a dublagem. Uma das diversões é ficar reconhecendo as vozes das personagens. Além de Clooney temos Meryl Streep, Jason Schwartzman, Bill Murray, Michael Gambon, Willem Dafoe e Owen Wilson, entre outros.

Quem sempre vê animações vai perceber algumas falhas nos movimentos, mas mesmo isso me trouxe lembranças dos antigos programas que passavam na TV Cultura, que eram feitos com massinha. Nada que interfira no resultado final.

Apesar de não ser a melhor animação que vi em 2009 (gostei mais de Up e 9, por exemplo), recomendo o filme e torço para que Anderson invista mais neste formato. A história, baseada no livro de Roald Dahl, é bem interessante e um pouco mais adulta do que costumamos ver neste tipo de filme, apesar de ter tudo para agradar as crianças com seus protagonistas animais.

Acho ótimo que cada vez mais diretores conhecidos invistam em animações e filmes de fantasia. Nada como um sopro de criatividade para impulsionar ainda mais esses gêneros.

Vale a pena assistir.

O Fantástico Sr. Raposo :: Crítica é um post original do blog dos Grandes Filmes.

Zumbilândia (2009) :: Trailer



Zombieland

Crítica: Matar zumbis nunca foi tão cool!

Direção: Ruben Fleischer

Roteiro: Rhett Reese / Paul Wernick

Elenco: Jesse Eisenberg / Woody Harrelson / Emma Stone / Abigail Breslin / Amber Heard / Bill Murray

Zumbilândia - O melhor preço

Imagens:



Sinopse:

Columbus (Jesse Eisenberg) criou o hábito de fugir daquilo que o assusta. Já Tallahassee (Woody Harrelson) não tem medo de nada. Em um mundo cheio de zumbis, os dois trabalham juntos para sobreviver, sem se darem conta que podem acabar matando um ao outro.


Zumbilândia (2009) :: Trailer é um post original do blog dos Grandes Filmes.

O Fantástico Sr. Raposo, de Wes Anderson (2009) :: Crítica



Fantastic Mr. Fox

Direção: Wes Anderson

Roteiro: Wes Anderson / Noah Baumbach (baseado em Roald Dahl)

Elenco: George Clooney / Bill Murray / Meryl Streep / Adrien Brody / Owen Wilson / Willem Dafoe / Jason Schwartzman / Wes Anderson / Michael Gambon

Sinopse:

Uma raposa inteligente precisa descobrir uma maneira de vencer três malvados fazendeiros que tentam, de todas as formas, prejudicar sua família. Animação em stop-motion baseada no clássico infantil O Fantástico Senhor Raposo, de Roald Dahl.

Opinião:

O Fantástico Sr. Raposo é a primeira animação do diretor Wes Anderson.

Desenvolvido em Stop Motion, o filme conta a história de uma raposa casada e com filho (voz de George Clooney), um bom emprego e uma vida comum, mas que não consegue abandonar o velho hábito de roubar. Coisa que faz com muito prazer, por sinal.

Ao roubar de grandes fazendeiros, Sr. Raposo acaba atraindo a ira destes e, com isto, atrapalha a vida dos outros animais da região, deixando todos desabrigados. A partir daí, o malandro terá que consertar tudo.

O prestígio do diretor acabou atraindo grandes astros para a dublagem. Uma das diversões é ficar reconhecendo as vozes das personagens. Além de Clooney temos
Meryl Streep, Jason Schwartzman, Bill Murray, Michael Gambon, Willem Dafoe e Owen Wilson, entre outros.

Quem está acostumado com animações vai perceber algumas falhas nos movimentos, o que me lembrou os antigos programas que passavam na TV Cultura, que eram feitos com massinha. Nada que interfira no resultado final.

Apesar de não ser a melhor animação que vi este ano (gostei mais de Up e 9, por exemplo), recomendo o filme e torço para que Anderson invista mais neste formato.

Viagem a Darjeeling, de Wes Anderson (2007)



The Darjeeling Limited

Direção: Wes Anderson

Roteiro: Wes Anderson / Roman Coppola / Jason Schwartzman

Elenco: Owen Wilson / Adrien Brody / Jason Schwartzman / Bill Murray / Anjelica Huston

Sinopse:

Após a morte do pai e desaparecimento da mãe, três irmãos americanos fazem uma viagem. Em um vibrante e sensual cenário indiano, eles buscam estreitar os laços familiares. A viajem se inicia em um trem, momento em que, o irmão mais velho Francis (Owen Wilson) deseja se reaproximar dos outros dois. Mas devido a mau comportamento, os irmãos são expulsos do trem em que viajam. Enfrentando as dificuldades, eles são forçados a aprender muito mais sobre eles mesmos e sobre a Índia.

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