Nesse vídeo, você saberá quais eram os sete reinos independentes de Westeros, antes da chegada dos Targaryen ao continente. Conheça também a história da conquista do trono de ferro por Aegon Targaryen I e suas duas esposas-irmãs, Visenya e Rhaenys, juntamente com seus três dragões.
Saiba quais são os sete reinos de Westeros atualmente e quais as casas que os governam.
"No jogo dos tronos, ou você ganha ou você morre."
- Cersei Lannister (A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin)
Hoje a internet foi surpreendida com a notícia de que o lendário ator Christopher Lee faleceu no dia 07/06/2015, segundo divulgado por seus familiares, depois de passar 3 semanas internado com insuficiência cardíaca e respiratória. O ator tinha 93 anos.
Lee interpretou brilhantemente o Conde Drácula, em uma época em que vampiros não brilhavam e eram assustadores. Com sua voz empostada e 1,96m de altura, o ator tinha uma presença assustadora nas telas e acabou se tornando uma das encarnações mais conhecidas do famoso vampiro, em várias produções da Hammer. Antes disso, tinha sido a criatura de Frankenstein. Depois, acabou interpretando A Múmia e trabalhando em vários outros filmes de terror, além de ser o vilão de 007 Contra O Homem da Pistola de Ouro.
O ator ressurgiu para toda uma nova geração de amantes do cinema por causa de sua escalação para ser o mago Saruman, na trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbit, de Peter Jackson. Fã de J.R.R. Tolkien, Lee era o único ator a trabalhar nas duas trilogias que havia conhecido o escritor pessoalmente. Além disso, ele próprio contava que lia O Senhor dos Anéis uma vez por ano.
Logo depois da trilogia de Jackson, fez o Conde Dooku em dois filmes da nova trilogia de Star Wars, de George Lucas, sendo uma das poucas coisas aceitáveis nos três novos filmes. Também atuou em vários filmes do Tim Burton.
Para homenagear um dos meus ídolos, resolvi postar aqui sua leitura de O Corvo (The Raven), de Edgar Allan Poe. Um dos meus poemas preferidos, lidos em sua voz assustadora. Um verdadeiro achado postado hoje pela Angélica Hellish, do Cine Masmorra.
Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore—
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visiter," I muttered, "tapping at my chamber door—
Only this and nothing more."
Ah, distinctly I remember it was in the bleak December;
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow;—vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow—sorrow for the lost Lenore—
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore—
Nameless here for evermore.
And the silken, sad, uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me—filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating
"'Tis some visiter entreating entrance at my chamber door—
Some late visiter entreating entrance at my chamber door;—
This it is and nothing more."
Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you"—here I opened wide the door;—
Darkness there and nothing more.
Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortal ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, "Lenore?"
This I whispered, and an echo murmured back the word, "Lenore!"—
Merely this and nothing more.
Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
"Surely," said I, "surely that is something at my window lattice;
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore—
Let my heart be still a moment and this mystery explore;—
'Tis the wind and nothing more!"
Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately Raven of the saintly days of yore;
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door—
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door—
Perched, and sat, and nothing more.
Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
"Though thy crest be shorn and shaven, thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly grim and ancient Raven wandering from the Nightly shore—
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!"
Quoth the Raven "Nevermore."
Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning—little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door—
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."
But the Raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing farther then he uttered—not a feather then he fluttered—
Till I scarcely more than muttered "Other friends have flown before—
On the morrow he will leave me, as my Hopes have flown before."
Then the bird said "Nevermore."
Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore—
Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore
Of 'Never—nevermore'."
But the Raven still beguiling my sad fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird, and bust and door;
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore—
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking "Nevermore."
This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamp-light gloated o'er,
But whose velvet-violet lining with the lamp-light gloating o'er,
She shall press, ah, nevermore!
Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by seraphim whose foot-falls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee—by these angels he hath sent thee
Respite—respite and nepenthe, from thy memories of Lenore;
Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!"
Quoth the Raven "Nevermore."
"Prophet!" said I, "thing of evil!—prophet still, if bird or devil!—
Whether Tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted—
On this home by Horror haunted—tell me truly, I implore—
Is there—is there balm in Gilead?—tell me—tell me, I implore!"
Quoth the Raven "Nevermore."
"Prophet!" said I, "thing of evil!—prophet still, if bird or devil!
By that Heaven that bends above us—by that God we both adore—
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore—
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore."
Quoth the Raven "Nevermore."
"Be that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked, upstarting—
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken!—quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"
Quoth the Raven "Nevermore."
And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted—nevermore!
— Edgar Allan Poe
E, como um bônus, fica aqui a tradução feita por Machado de Assis:
O Corvo
Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora.
E que ninguém chamará mais.
E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto, e: "Com efeito,
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."
Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós, — ou senhor ou senhora,
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo, prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse; a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro coa alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma cousa que sussurra. Abramos,
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso,
Obra do vento e nada mais."
Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "O tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Cousa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais".
No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda a sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o corvo disse: "Nunca mais!"
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais".
Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera,
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais".
Assim posto, devaneando,
Meditando, conjeturando,
Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjeturando fui, tranqüilo a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o corvo disse: "Nunca mais".
“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais,
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!”
E o corvo disse: "Nunca mais."
“Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fique no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua.
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o corvo disse: "Nunca mais".
E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
— tradução de Machado de Assis
Nascido em 06 de maio de 1915, na cidade americana de
Kenosha, Welles foi um dos mais influentes e controversos diretores de cinema
de todos os tempos. Dirigiu mais de 20 filmes, entre ficção e documentários,
vários deles não creditados, além de vários curtas. Atuou ainda mais, sempre se
valendo de seu sorriso cínico e de sua voz marcante, o que lhe rendeu o papel
de narrador em diversos filmes, também.
A carreira de Welles foi marcada pelos suas brigas com os
estúdios, o que acabou fazendo com que passasse uma boa parte dela fazendo
filmes na Europa, longe de Hollywood. Três das confusões mais famosas envolvem seus filmes mais conhecidos: Cidadão Kane, A Dama de Shangai e A Marca da Maldade.
Cidadão Kane mostra a ascensão e queda de Charles Foster
Kane, um magnata da comunicação. O filme é claramente inspirado na vida de
William Hearst, que não gostou nem um pouco de se ver retratado no cinema
daquela forma. O filme quase não pôde ser lançado, por causa de um processo
movido por Hearst.
Em A Dama de Shangai, Welles trouxe Rita Hayworth, sua
esposa na época, de cabelos curtos e tingidos de loiro, em vez de sua longa
cabeleira ruiva, marca registrada da atriz. O estúdio insinuou que Welles fez
isso apenas para irritá-los, já que Rita era considerada um dos maiores “patrimônios”
da Columbia. E, conhecendo Welles, é provável que tenha sido realmente uma
provocação.
Já em A Marca da Maldade, a confusão foi muito maior.
Descontente com o toque “artístico” dado por Welles para um filme que deveria
ser uma história policial simples, protagonizado por um dos maiores astros da
época, Charlton Heston, a Universal editou a obra à revelia do diretor. Welles
redigiu um documento com mais de 50 páginas com todas as alterações que ele
queria que a Universal fizesse antes de lançá-la, o que não foi atendido. Só em
1998, uma nova montagem de A Marca da Maldade foi feita, seguindo o mais
fielmente possível os pedidos de Welles. A nova versão ganhou diversos prêmios
em seu relançamento e é um dos filmes mais incríveis da carreira do diretor.
Mas talvez a maior controvérsia da carreira de Welles tenha
acontecido antes de sua entrada para o cinema, o famoso episódio envolvendo a
transmissão via rádio de Guerra dos Mundos, de H.G. Wells. Propositalmente,
Orson, que era apenas um locutor, avisou que a transmissão era uma dramatização
do livro de ficção científica apenas no início e no fim do programa, o que fez
com que grande parte das pessoas pensasse que os fatos relatados no rádio
fosse uma real invasão de extraterrestres. Hoje em dia se discute se os relatos
de pânico nas ruas realmente aconteceram, o que é certo é que a “pegadinha”
armada por Orson acabou lhe trazendo notoriedade e abriu as portas de Hollywood
para ele.
O diretor era grande fã de Shakespeare e alguns de seus
melhores filmes são adaptações das peças do autor inglês: Macbeth, Otelo e
Falstaff – O Toque da Meia-Noite.
Orson Welles faleceu aos 70 anos, em 10 de outubro de 1985.
Deixou como legado uma das obras mais aclamadas por quem ama a sétima arte e, principalmente, por pessoas que trabalham com cinema.
Confira abaixo uma lista de 7 filmes imperdíveis dirigidos
por Orson Welles, um diretor que não coube no esquema de Hollywood:
Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941) – Estrelado por Orson
Welles, Joseph Cotten e Dorothy Comingore – Um grande magnata da comunicação
morre e um jornalista tenta descobrir o que significa a última palavra dita por
ele, colhendo entrevistas de pessoas que conviveram com aquela pessoa fascinante e, ao mesmo tempo, intragável. Durante todo o filme somos confrontados com a questão: o que significa “Rosebud”?
No seu filme de estreia, Welles revolucionou o cinema com novos ângulos de câmera
e edição não-linear. Ainda hoje, Cidadão Kane é frequentemente citado nas
listas de melhores filmes de todos os tempos.
Soberba (The Magnificent Ambersons, 1942) – Estrelado por
Tim Holt, Joseph Cotten e Dolores Costello – Um rapaz rico e extremamente
mimado tenta atrapalhar o relacionamento de sua mãe com o homem que ela amou na
juventude, enquanto vê a família perder pouco a pouco a fortuna que sempre
teve.
O Estranho (The Stranger, 1946) – Estrelado por Orson
Welles, Edward G. Robinson e Loretta Young – Investigador de crimes de
guerra chega a uma pequena comunidade para
investigar um homem acima de qualquer suspeita, que pode ser um perigoso
criminoso nazista. A cena final é muito impactante.
A Dama de Shanghai (The Lady From Shanghai, 1947) –
Estrelado por Rita Hayworth, Orson
Welles e Everett Sloane – Um marinheiro se junta a um bizarro cruzeiro, em alto
mar, no barco de um milionário e sua estonteante e misteriosa esposa. Logo,
ele se vê envolvido em uma trama de assassinato, cheia de reviravoltas.
Macbeth (1948) – Estrelado por Orson Welles, Jeanette Nolan
e Dan O'Herlihy – Ótima adaptação da peça amaldiçoada de William Shakespeare. Com
cenários mínimos, a adaptação lembra uma peça teatral. O próprio Welles
interpreta Macbeth.
A Marca da Maldade (Touch of Evil, 1958) – Estrelado por Charlton
Heston, Orson Welles e Janet Leigh – Após a explosão de um carro na fronteira
dos EUA com o México, um policial americano, que tem fama de nunca ter deixado
um caso sem solução, e um promotor mexicano, que luta contra os cartéis de drogas, acabam
batendo de frente ao disputarem quem vai investigar o crime. O embate entre
Orson Welles (americano) e Charlton Heston (mexicano) é espetacular. A cena
inicial, em que seguimos com o carro, prestes a explodir, e a cena final, em
que o vilão é confrontado, são de tirar o fôlego.
O Processo (The Trial, 1962) – Estrelado por Anthony
Perkins, Jeanne Moreau e Orson Welles – Adaptação para o cinema do livro
inacabado de Franz Kafka. A escolha de Anthony Perkins, conhecido por
interpretar o psicopata Norman Bates, para o papel de Josef K foi perfeita. Um
dos meus filmes preferidos de todos os tempos.
Chegam aos cinemas nesta quinta-feira, dia 21/05, os filmes Poltergeist - O Fenômeno e O Vendedor de Passados.
Poltergeist - O Fenômeno, de Gil Kenan, é uma refilmagem do clássico de 1982, que tinha roteiro assinado por Steven Spielberg. Estrelado por Sam Rockwell, o filme tenta repetir o sucesso do original, que é considerado um dos clássicos do terror.
O Vendedor de Passados, de Lula Buarque de Hollanda, é um thriller nacional, estrelado por Lázaro Ramos. O filme conta a história de um homem que ganha a vida criando passados para as pessoas na internet. Parece ser uma boa pedida para quem gosta de filmes diferentes no cinema nacional.
Vejam o vídeo para conhecer os trailers e mais informações a respeito das duas estreias.
Nesta quinta-feira chegam aos cinemas nacionais os filmes Mad Max: Estrada da Fúria e Um Pombo Pousou Num Galho Refletindo Sobre a Existência.
Confira no vídeo os trailers comentados dos dois filmes:
Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller, é a nova versão para o clássico dos anos 80, estrelado por Mel Gibson. O trailer mostra cenas incríveis de uma perseguição de carros no deserto, no meio de uma tempestade elétrica. Impressionante!
Um Pombo Pousou Num Galho Refletindo Sobre a Existência, de Roy Andersson, é o filme sueco que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, em 2013. A comédia tem agradado ao público nos circuitos de Mostra e pode ser uma boa pedida para quem quer fugir dos blockbusters e dos filmes falados em inglês.
Quando estou assistindo a filmes ou lendo algum livro, fico imaginando se o lugar em que a história se passa realmente existe e, se existe, o que há hoje por lá. Pensando nisso resolvi selecionar alguns dos personagens que marcaram minha memória e procurar um pouco sobre os cenários que eram plano de fundo para esses enredos. Quer conhecê-los? Continue lendo e quem sabe alguns dos lugares que despertaram minha curiosidade não instigam a sua também..
Sherlock Holmes é um ícone da literatura britânica criado pelo autor Sir Arthur Conan Doyle. A história do investigador se passa entre o final do século XIX e começo do século XX. O primeiro livro foi publicado em meados de 1887 e levava o nome de Um Estudo em Vermelho. Os anos se passaram e outras edições das histórias de Holmes foram publicadas, assim como filmes e séries. Dono de uma personalidade forte, Sherlock resolve seus casos com lógica, conhecimentos científicos e muita sagacidade, o que lhe rendeu uma uma verdadeira legião de fãs.
Conhecida por ser a casa do investigador, a famosa Baker Street 221b, localizada em Londres, na Inglaterra, é um endereço real e dá nome a estação de metrô da região.
O número da casa na vida real não é 221b, mas o 237-241. Aos curiosos sobre o personagem, vale a visitar o Sherlock Holmes Museum. O lugar tenta trazer todas as características de sua casa e escritório de forma muito fiel.
Muitos dos visitantes defendem que o Museu é para quem realmente lê os contos de Sherlock Holmes, pois cada item que está exposto por lá (e que serviram de referência para as aventuras do detetive) não acompanham explicações para que ainda é leigo. De qualquer forma, o lugar é incrível como ponto turístico e merece visitação.
É aberto diariamente e custa por volta de £ 8 (libras) para público adulto.
Romeu e Julieta - A famosa tragédia escrita por William Shakespeare entre os anos de 1591 e 1595. Todos conhecem a história de dois adolescentes proibidos de viver um romance, pela rixa que existia entre suas famílias.
O que não é de conhecimento da maioria, é que a peça possui diálogos do conto italiano “A trágica história de Romeu e Julieta” criado por Arthur Broke em 1562 e também algumas referências de “Palácio do Prazer” criado em 1582 por William Painter. A história inspirou muitos outros trabalhos, inclusive produções em Hollywood em adaptações, obras fieis e contos modernos.
Quem pretende visitar a Itália tem chance de conhecer a “Casa de Julieta” (ou Casa di Giullieta) localizada na cidade de Verona. Logo na entrada, os visitantes se deparam com o brasão da família ainda exposto. No endereço, há a cama usada para a gravação de algumas produções cinematográficas que remontam a história, além é claro, da encantadora varanda onde Julieta e Romeu namoravam. É provável que ela tenha sido construída bem depois, apenas para dar mais veracidade à história. Trechos, fotos e outros objetos podem ser vistos por lá.
A casa fica aberta ao público de Segunda a Domingo e a entrada custa por volta de 8 euros.
Dom Casmurro - Bentinho e Capitu são personagens do romance Brasileiro Dom Casmurro, clássico escrito em 1899.
O livro fez parte das obras de realismo de Machado de Assis, as outras foram “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”.
A história é contada em primeira pessoa pelo personagem Bento Santiago (Bentinho). A ideia é mostrar sua vida desde o inicio da juventude até os dias em que começa a escrever o livro, na fase adulta. A personagem Capitu, com quem foi casado e de quem carregava um ciúmes incontrolável, é elemento chave na construção da história.
Bentinho viveu na Rua Riachuelo, próximo a região da Lapa no Rio de Janeiro. Segundo empresas de setor imobiliário, o local atrai turistas de todos os lugares não só porque é onde podemos encontrar os famosos Arcos da Lapa mas também pela referencia literária. A rua em si traz uma diversidade histórica incrível, seja sobre arquitetura, política, artes, etc.
Um aplicativo foi desenvolvido para que os lugares onde as obras de Machado de Assis foram retratadas sejam encontradas facilmente. Esse app se chama Rio de Machado, está disponível para dispositivos móveis (tablets, smartphones) e é gratuito.
Um Lugar Chamado Hotting Hill - William Tracker ou Will é o personagem do filme Um lugar Chamado Notthing Hill.
O filme é britânico e foi lançado em 1999, dirigido por Roger Mitchell e escrito por Richard Curtis. Na história temos Will (Hugh Grant), dono de uma livraria especializada em guias de viagens, localizada no bairro de Notting Hill, em Londres, Inglaterra. Em sua loja, ele recebe a atriz americana Anna Scott (Julia Roberts) e, logo depois, o romance se inicia.
A grande referência do filme em se tratando de cenário, é a tal porta da casa de Will na cor azul. Ela está localizada na 280 Westbourne Park Road, na mesma região onde se passa o filme. A casa pertencia ao autor, mas foi vendida por aproximadamente 1,3 milhões de libras, na época do lançamento da comédia romântica.
Não é possível entrar no local, mas quem tem afinidade pelo filme e passou por Londres nos últimos tempos, certamente se lembrou de tirar uma foto da entrada com porta azul.
Se quiser ir além na visita, a livraria The Travel Bookshop também fica localizada em Notting Hill. A original fechou, mas há uma nova no local. As filmagens, no entanto, ocorreram na mesma região mas em outro endereço.
Se souber sobre os lugares dos seus títulos favoritos, compartilhe com a gente. É só comentar!
A segunda parada em nossa volta pelo mundo é uma viagem pelo espaço-tempo. Vamos para o Japão, no ano de 1860, acompanhar a história de um ronin que quer se aproveitar da guerra entre duas gangues rivais para ganhar dinheiro fácil.
Yojimbo - O Guarda-Costas é um dos melhores filmes do grande diretor japonês Akira Kurosawa. Kurosawa inspirou vários cineastas ocidentais, a partir dos anos 60 e 70, servindo de referência para faroestes, ficções científicas e até animações (como em Vida de Inseto).
Yojimbo conta a história de Sanjuro, vivido brilhantemente por Toshiro Mifune, um samurai sem mestre que chega em uma pequena cidade do interior do Japão e encontra a mesma dividida em uma guerra. Dois senhores, cada um com sua gangue de samurais foras da lei, vivem nos cantos opostos dessa cidade, que contém apenas uma rua principal. Sanjuro se aloja no comércio de um assustado taberneiro e começa a enganar os dois chefes, oferecendo seus serviços hora para um, hora para o outro, sempre tentando arrancar mais dinheiro deles.
Apesar de parecer alguém sem nenhuma honra, vemos que Sanjuro (nome, aliás, inventado pelo samurai) é muito mais do que alguém que mata para quem pagar melhor. Ele é um personagem humano e que se importa com as poucas pessoas que vivem à margem daquela disputa.
Sanjuro tem apenas um inimigo à sua altura nessa guerra, Unosuke (Tatsuya Nakadai), o irmão mais novo de um dos chefes, que volta para a cidade trazendo um revólver. Como um samurai com uma espada poderia enfrentar alguém carregando uma arma de fogo?
O filme foi lançado em 1961 e ganhou uma versão faroeste não autorizada, dirigida por Sergio Leone, em 1964: Por Um Punhado de Dólares, estrelada por Clint Eastwood, que fazia o papel do "Homem Sem Nome". Assim que Por Um Punhado de Dólares foi lançado, Kurosawa exigiu uma reparação por parte de seus produtores, chegando a escrever que Leone tinha feito "um bom filme, mas é MEU filme". Depois de muita controvérsia, os italianos foram condenados a pagar US$ 100.000 de reparação para os produtores de Yojimbo.
A verdade é que mesmo que as duas obras tenham sido feitas a partir de uma mesma fonte: o livro Seara Vermelha, de Dashiell Hammett, não dá para Leone negar que diversas cenas de seu filme são muito parecidas com as de Yojimbo, não apenas a história.
Yojimbo - O Guarda-Costas é uma daquelas obras-primas do cinema. Quem gosta da sétima arte, não deve deixar de assistir.
Em 1962, Kurosawa filmou Sanjuro, que é uma ótima continuação para Yojimbo. Estrelado novamente por Mifune, Sanjuro conta uma nova história, independente do primeiro filme, mas em que o personagem pode ser facilmente reconhecido por suas atitudes.
Para os fãs de Star Wars, algumas curiosidades. Muito se fala da influência de Kurosawa na saga de George Lucas. O capacete do Darth Vader, a forma como os jedis seguram seus sabres de luz, a influência de A Fortaleza Escondida na criação de R2-D2 e C-3PO, mas aqui em Yojimbo podemos reparar em três outras coisas:
1 - os cortes de cena, onde a nova vem se sobrepondo à anterior lateralmente (já vi gente reclamando disso em Star Wars);
2 - o emblema que Sanjuro tem em seu quimono, que me lembrou muito o símbolo do Império Galáctico;
3 - o principal vilão do filme usa uma arma de fogo contra os outros samurais, isso é tão "não civilizado"...
Será que são apenas coincidências?
YOJIMBO - O GUARDA-COSTAS
Título original: Yôjinbô
Ano de lançamento: 1961
Diretor: Akira Kurosawa
Roteiro: Akira Kurosawa e Ryûzô Kikushima
Atores principais: Toshirô Mifune, Eijirô Tôno e Tatsuya Nakadai
Uma das coisas mais legais que apareceram nos últimos anos, para os fãs de cinema e cultura pop, foram os bonecos Funko-Pop!
Apesar deles terem todos o mesmo estilo, com rostos e corpos parecidos, alguns detalhes de cada boneco fazem com que o mesmo seja inconfundível. Olhamos para um Funko-Pop! do Vincent Vega e imediatamente lembramos do papel de John Travolta em Pulp Fiction - Tempo de Violência.
Além do boneco em si, suas caixas são muito bem feitas, com detalhes que remetem às obras de onde eles saíram.
Nos Estados Unidos, cada unidade costuma custar entre US$ 10 e US$ 15. Já por aqui, os preços variam de R$ 70 a R$ 90.
Com o lançamento dos bonecos da saga Harry Potter, resolvi fazer este post mostrando algumas das coleções baseadas em filmes que adoramos.
No ano passado, assisti a filmes de 28 países diferentes. Há algumas semanas, tive essa ideia para aumentar o número de países em 2015 e, ao mesmo tempo, voltar a atualizar o blog: assistir e resenhar obras de 80 países diferentes. Como um Phileas Fogg, que apostou com seus amigos ingleses que conseguiria dar a volta ao mundo em 80 dias, apostei comigo mesmo que posso dar a "volta ao mundo em 80 filmes". Será que consigo, até o final do ano, ver pelo menos um filme de 80 países diferentes e escrever sobre eles?
Não sei se o blog ainda tem algum leitor, mas espero que quem acompanhar minha jornada possa se entreter e pegar dicas sobre bons filmes do cinema mundial. Apertem os cintos, pois vamos começar nossa viagem indo direto para a Estônia (errr... mais ou menos isso), um dos países bálticos, colado ali na Rússia.
Tangerines (Mandariinid) é um filme de 2013, do diretor Zaza Urushadze. Sua trama se passa durante a Guerra da Abecásia, em 1992, em uma pequena vila de estonianos que moravam na região próxima da fronteira entre a Geórgia e a Rússia. Com a explosão da guerra, quase todos os estonianos fugiram de volta para o seu país, mas dois deles ficaram para colher suas tangerinas, já que não queriam perder o trabalho que tiveram deixando tudo para trás.
Depois de um tiroteio na frente de suas propriedades, os estonianos acabam salvando dois soldados, um checheno (separatista) e um georgiano, trazendo os dois para dentro da casa e cuidando de seus ferimentos, um em cada quarto. À medida que eles melhoram, as animosidades começam a aumentar, ao mesmo tempo em que a preocupação dos dois moradores da vila cresce, pois eles temem não conseguir colher todas as tangerinas.
O filme fala de uma maneira bem poética sobre a estupidez da guerra. O ódio anônimo dos combates, onde um grupo de soldados atira em inimigos desconhecidos, perde todo o sentido quando dois deles, feridos, se ofendem em volta de uma mesa, tomando café da manhã, um sabendo o nome do outro. Eles prometem a seu salvador que não irão se matar enquanto estiverem dentro da casa, mas ficam se ameaçando toda vez que se encontram na sala. Mas será que a diferença de raça, nacionalidade e/ou religião é suficiente para alimentar o ódio de dois indivíduos que passam a conviver e se conhecer como pessoas?
A obra foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro 2015 de filme estrangeiro, além de ganhar prêmios em diversos festivais ao redor do mundo.
Gostei muito de Tangerines, um filme de roteiro enxuto, sem furos e com um final digno e sem concessões. Não percam a chance de assisti-lo. A volta ao mundo começou bem.
PS. Apenas uma pequena explicação, Tangerines é uma coprodução entre a Estônia e a Geórgia e se passa em uma vila da Geórgia, mas foi indicado aos prêmios pela Estônia. Além disso, conta principalmente o drama de dois estonianos e a maioria das suas falas é em estoniano, por isso resolvi considerá-lo como um filme estoniano. Por fim, já tenho um filme georgiano incrível para indicar para vocês, mas isso fica para outra viagem.
TANGERINES
Título original: Mandariinid
Direção: Zaza Urushadze
Roteiro: Zaza Urushadze
Atores principais: Lembit Ulfsak, Elmo Nüganen, Giorgi Nakashidze e Misha Meskhi
O último episódio de How I Met Your Mother foi exibido nesta semana, nos EUA, e o final está gerando controvérsia. Eu, por exemplo, não gostei nem um pouco do que fizeram e pretendo explicar neste texto os meus motivos. Sempre lembrando que essa é apenas MINHA opinião, existem várias pessoas que gostaram e consideraram ele bem coerente com o restante da série.
É relativamente normal que o fim de uma série não consiga corresponder aos anseios de todos os seus fãs, que criam teorias e expectativas a seu respeito. Acontece que no caso de HIMYM, parece que não foi bem isso o que ocorreu. O episódio final trouxe praticamente tudo o que os fãs esperavam. E um pouco mais. Só que foi justamente esse “um pouco mais” que gerou toda a polêmica...
ATENÇÃO! ESTE TEXTO CONTERÁ SPOILERS DA ÚLTIMA TEMPORADA E, EM ESPECIAL, DOS ÚLTIMOS EPISÓDIOS
Durante toda a nona temporada, acompanhamos a semana e, em especial, os dois dias que antecederam ao casamento de Robin (Cobie Smulders) e Barney (Neil Patrick Harris). A temporada começou com a mãe finalmente sendo revelada (a adorável Cristin Milioti) e com Ted (Josh Radnor) ainda apaixonado pela Robin. Por ela estar se casando com um de seus melhores amigos, Ted havia decidido se mudar de Nova Iorque logo após o casamento e, como já havia sido falado anteriormente, ao sair da festa o protagonista iria conhecer a mãe de seus filhos, na estação de trem.
Tudo neste último ano foi pautado no término da jornada de Ted e seus amigos. Os últimos episódios foram aquilo que podemos chamar de “ponto de virada” na vida de cada um deles: Robin e Barney casando, Lily (Alyson Hannigan) descobrindo que está grávida novamente e tendo que decidir, juntamente com Marshall (Jason Segel), se mudarão para Roma ou ficarão em Nova Iorque, onde ele conseguiu um emprego de juiz. E Ted, finalmente, deixando seus sentimentos por Robin para trás e seguindo em frente, pronto para encontrar seu “verdadeiro amor”.
Aliás, naquele que considerei o melhor episódio da última temporada, Ted, na praia, finalmente deixa Robin partir de sua vida. Uma cena meio tosca dela saindo voando, mas cheia de simbolismo. Um verdadeiro “Let it go”. Como Frodo deixando o “um anel” queimar na Montanha da Perdição, Ted parece finalmente entender que a mulher que ele estava procurando nunca foi a Robin. Voltarei a essa cena mais para frente.
O ÚLTIMO EPISÓDIO
Chegamos ao último episódio e logo fica claro que nem tudo deu certo. O casamento de Barney e Robin acabou depois de três anos. E sim, isso está em completo acordo com as personalidades dos dois durante toda a série. Muita gente pensava que isso poderia acontecer. Com o episódio avançando e voltando no tempo, vamos sendo apresentados a vários fatos importantes que aconteceram com os seis depois do casamento: terceira gravidez da Lily, Marshall finalmente se tornando juiz, Robin se tornando famosa, Barney se tornando pai, além de momentos de Ted e a mãe juntos.
E vem a primeira bomba: confirmando alguns rumores que rolavam pela internet, a mãe está morta. Logo depois de nos mostrar isso, o episódio tem a sua grande cena: os dois se conhecendo na estação, onde a mãe, que agora sabemos que se chamava Tracy diz a linda frase que poderia resumir todo o seriado: “Engraçado como às vezes você simplesmente encontra as coisas”.
- E essa, crianças, é a história verdadeira de como conheci sua mãe! – diz Ted, para os filhos.
Para muita gente, o seriado deveria ter acabado aí, mas vem a resposta dos filhos, dizendo que era óbvio que aquela não era a história de como ele tinha conhecido a mãe deles, e sim a história de como ele era apaixonado pela “Tia Robin”. E eles dão carta branca para Ted ir atrás dela.
Assim, para desespero de grande parte dos fãs, a série termina com Ted oferecendo para Robin a trompa azul, uma espécie de símbolo do amor deles, que apareceu em vários momentos dos nove anos em que HIMYM esteve no ar.
POR QUE EU NÃO GOSTEI
Na minha opinião, ao mostrar o Ted indo atrás da Robin, os criadores de HIMYM simplesmente tornaram a Tracy apenas mais uma distração amorosa na vida do protagonista, igualando-a à Victoria, Zoey, Stella, ou até mesmo à “Slutty Pumpkin”. Todas elas foram mulheres importantes na vida dele, que chegou até mesmo a ser deixado no altar por uma delas, mas a gente sabia: ela é importante, mas não é a “mãe”. Ao fazer Ted correr atrás da ex mais uma vez, a frase parece mudar para: ela é importante, mas não é a Robin.
Como disse antes, Ted ainda era apaixonado pela Robin até a véspera de seu casamento, e ao nascer do sol do dia do casamento, ele finalmente a deixa a ir embora de sua vida. Foi como uma libertaçao. Acabou e agora ele pode ser feliz com alguém. Ao voltar para ela, Ted passou para mim a ideia de que não, nada tinha acabado. Ele apenas escondeu bem o que sentia para não estragar o casamento dos amigos. E pior, ainda fiquei com a impressão de que ele não ficou com a Tracy porque tinha encontrado a mulher perfeita para ele, coisa que perseguiu por toda a série, mas sim porque a Robin estava casada.
Não tenho nenhum problema com o fato da Tracy estar morta, mas penso que Ted jamais poderia ter ido se declarar novamente para sua ex-namorada. Li várias pessoas dizendo que eles ficarem juntos no final estaria de acordo com tudo o que aconteceu antes, já que ele sempre foi apaixonado por ela, mas acho que isso é uma visão meio simplista. A série demonstrou diversas vezes que Robin nunca foi aquilo que ele procurou por nove anos, e a tal cena da praia parecia ser ele finalmente se dando conta disso.
Sem falar em como esse final diminui Barney, cujo episódio final já não foi lá essas coisas. Depois de tudo o que aconteceu Ted realmente acha que Barney não vai se importar com este namoro?
E falem a verdade, quem aí acredita que eles ainda estarão juntos um ano depois desse novo encontro?
FINAL ALTERNATIVO
Um fã desgostoso da série resolveu postar um vídeo com o final que ele gostaria de ter visto. Muita gente preferiu ele. O que vocês acham?
“Engraçado como às vezes você simplesmente encontra as coisas”
Confira como ficou a vinheta que será mostrada antes de todas as exibições:
Achei a música meio estranha. Normalmente as vinhetas têm uma trilha sonora mais "tribal". Mas acho que este piano realmente tem mais a ver com as polaroides de Tarkóvski.
Aquela época do ano em que os cinéfilos de São Paulo ficam em polvorosa. Param tudo e passam horas e horas indo de sala em sala, tentando assistir o máximo de filmes possível.
Como em todos os anos, uma semana antes do início, dia 13/10/2012, próximo sábado, começam a ser vendidos os pacotes de ingressos, lá no Conjunto Nacional, onde fica a Central da Mostra.
Confiram abaixo todas as informações a respeito dos ingressos:
PERMANENTES E PACOTES PROMOCIONAIS
Permanente Integral – R$ 410,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura, mediante apresentação da carteirinha de assinante) – R$ 348,50
Permanente Especial (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 95,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 80,75
Pacote de 40 ingressos – R$ 300,00
Pacote de 20 ingressos – R$ 175,00
Observações:
- O desconto de 15% da Folha é válido somente para o assinante titular, pessoa física.
- Desconto de 50% na compra de até dois ingressos por sessão de filme da Mostra na bilheteria dos cinemas, para a força de trabalho do sistema Petrobras (devidamente identificada com crachá funcional) e para Titulares do Cartão Petrobras (mediante apresentação do mesmo).
No site Ingresso.com, o ingresso poderá ser adquirido com antecedência de quatro dias a um dia, da sessão.
No dia da sessão, os ingressos são vendidos na própria bilheteria onde o filme será exibido.
DICA DO GRANDES FILMES:
Os pacotes com 20 e 40 ingressos costumam esgotar no primeiro dia de venda e a fila é grande. Se desejar adquirir um desses pacotes ou a permanente, vá no dia 13/10 e chegue cedo.
ENDEREÇO
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073, (ao lado do Cine Livraria Cultura).
De 13 de outubro a 01 de novembro, das 10 às 21h.
Bem vindo ao Hotel Transilvânia, o resort 5 estrelas do Drácula (Adam Sandler), onde monstros e suas famílias podem viver, serem livres para serem monstros sem humanos para incomodá-los. Em um fim de semana especial, Drácula convidou os monstros mais famosos – Frankenstein e sua noiva, a Múmia, o Homem Invisível, uma família de lobisomens, e mais para comemorar o aniversário de 118 anos de Mavis. Para Drácula, cuidar de todos esses monstros lendários não é problema, mas seu mundo vem abaixo quando um garoto normal acaba indo parar no hotel e se aproxima de Mavis (Selena Gomez).
Imagens:
Ficha técnica:
Hotel Transilvânia
Hotel Transylvania
Direção: Genndy Tartakovsky
Roteiro: Dan Hageman / Kevin Hageman / David I. Stern
Elenco: Adam Sandler / Selena Gomez / Steve Buscemi / Kevin James / David Spade / Andy Samberg / Fran Drescher / David Koechner
Em 007 - Operação Skyfall, a lealdade de Bond a M é testada quando o seu passado volta a atormentá-la. Com a MI6 sendo atacada, o 007 precisa rastrear e destruir a ameaça, não importando o quão pessoal será o custo disto.
Imagens:
Ficha técnica:
007 - Operação Skyfall
007 - Skyfall
Direção: Sam Mendes
Roteiro: John Logan / Patrick Marber / Neal Purvis / Robert Wade (baseado em Ian Fleming)
Elenco: Daniel Craig / Ralph Fiennes / Bérénice Marlohe / Helen McCrory / Javier Bardem / Naomie Harris / Judi Dench / Ben Whishaw / Albert Finney / Ola Rapace
A aventura segue a jornada de Bilbo Bolseiro, que é levado à épica missão de retomar a posse do reino dos anões, Erebor, do dragão Smaug. Abordado inesperadamente pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo se encontra no meio de treze anões liderados pelo guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho.
A jornada os levará ao desconhecido, por terras repletas de Goblins e Orcs, lobos selvagens, aranhas gigantes, metamorfos e feiticeiros.
Apesar de sua missão estar no leste, nas desoladas terras da Montanha Solitária, primeiro eles devem passar pelos túneis dos Goblins, onde Bilbo encontra a criatura que mudará sua vida para sempre, Gollum.
Aqui, sozinho com Gollum, às margens de um lago subterrâneo, o discreto Bilbo Bolseiro não apenas descobre sua astúcia e coragem, mas toma posse do "precioso" anel de Gollum, um objeto com inesperadas qualidades. Um simples anel que muda o destino da Terra Média de formas que Bilbo não consegue nem começar a compreender.
Imagens
Ficha técnica:
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
The Hobbit: An Unexpected Journey
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh / Philippa Boyens / Guillermo del Toro / Peter Jackson (baseado em J.R.R. Tolkien)
Elenco: Martin Freeman / Luke Evans / Andy Serkis / Evangeline Lilly / Ian McKellen / Richard Armitage / Ian Holm / Cate Blanchett / Elijah Wood / Benedict Cumberbatch / Hugo Weaving / Orlando Bloom / Stephen Fry / Christopher Lee
Um homem mascarado entrou em uma sala de cinema em Aurora, Colorado, nos Estados Unidos, e abriu fogo contra os espectadores do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
Segundo as primeira informações, o atirador, de cerca de 20 anos, soltou alguma espécie de bomba de fumaça e, em seguida, começou a atirar aleatoriamente nos clientes do cinema. O ataque ocorreu durante uma cena de tiroteio do filme, o que teria confundido ainda mais as vítimas.
A princípio, a polícia tinha informado um número de 14 mortos, mas uma nova declaração baixou para 12 a quantidade de vítimas fatais. Cerca de 50 pessoas teriam se ferido durante o crime. Não foram divulgados dados mais concretos.
Segundo informações de redes locais de TV, o atirador mascarado foi preso em um estacionamento, atrás do cinema. Vídeo mostra confusão na saída
Um vídeo supostamente mostra a confusão na frente das portas do cinema. Filmado com um celular, o vídeo não mostra nada de concreto, mas podemos ver clientes correndo, muita gritaria, seguranças e policiais, além de pessoas com sangue nas roupas.
Clube da Luta
Em 1999, um ataque semelhante aconteceu em uma sala de cinema do Shopping Morumbi, em São Paulo, durante a exibição do Clube da Luta.
Na ocasião, o então estudante de medicina Mateus da Costa Meira abriu fogo na sala de cinema, matando 3 pessoas.
Mateus foi condenado a 110 anos de prisão, mas a pena foi reduzida a 48 anos. Na prática, esta redução não quer dizer muita coisa, já que pelas leis brasileiras ninguém pode ficar preso por mais de 30 anos.